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Com tarifa de ônibus congeladas por Doria, Metrô deve registrar fuga de passageiros em São Paulo

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BUS SAO PAULO
Paulo Whitaker / Reuters
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Com a promessa do novo prefeito de São Paulo, João Doria, de congelar as tarifas de ônibus em 2017, o Metrô deve registrar uma fuga de passageiros, uma vez que não está nos planos do governador Geraldo Alckmin manter o valor das passagens.

Segundo o diretor financeiro do Metrô, José Carlos Nascimento, o estado não está avaliando a possibilidade de congelar tarifas. "Necessitamos de um reajuste", disse ao jornal Folha de S. Paulo.

Embora nada esteja decidido, o executivo reconhece que poderá haver uma migração dos passageiros caso as tarifas se diferenciem. "Sempre que você tem descolamento é natural que exista um fluxo de transferência de usuários de um modal para outro."

Nos últimos cinco anos, a tarifa de metrô, trens e de ônibus foi mantida no mesmo patamar -- estratégia que deve mudar no próximo ano, com o anúncio do novo prefeito de manter a promessa e não aumentar a tarifa de ônibus no primeiro ano de seu mandato.

Segundo Nascimento, ainda é cedo para medir a quantidade de passageiros que podem mudar de transporte público em busca de uma economia. Mas, quanto maior for a diferença, maior a fuga.

Tarifa congelada

Para cumprir a promessa, o prefeito eleito pediu socorro financeiro a Michel Temer. De acordo com Doria, a manutenção da tarifa nos atuais R$3,80 causaria um impacto entre R$ 500 milhões e R$ 550 milhões para a prefeitura.

A reunião aconteceu em outubro e o prefeito diz que está confiante com a ajuda de Temer. “O presidente e o ministro Padilha vão levar [essa questão] à área econômica. Não foi um pleito de São Paulo, foi um pleito por São Paulo. [O transporte] é um problema que afeta todas cidades. Confio que o governo federal saberá olhar isso com generosidade e, sobretudo, com sentimento social, em um país que vive lamentavelmente essa situação de desemprego”, disse o prefeito em outubro.

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