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Enem 2016: Número de candidatos que terão as provas adiadas pode aumentar. Tire suas dúvidas

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Estudantes de escolas do estado da Bahia fazem simulado para o Enem | Suami Dias/ GOVBA
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Uma semana antes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), previsto para este fim de semana, uma notícia deixou os inscritos aflitos e cheios de dúvidas. A prova foi adiada para 191 mil estudantes que deveriam fazer o exame em escolas que foram ocupadas em protesto à PEC 55 (antiga PEC 241), que coloca teto nos gastos do governo, a reforma do ensino médio e ao projeto Escola Sem Partido.

O HuffPost Brasil tira as principais dúvidas dos candidatos:

Teremos Enem?

A prova está confirmada pelo Ministério da Educação. Ela ocorre nos próximos dias 4 e 5 para cerca de 8,5 milhões de candidatos. Os outros 191,4 mil que deveriam fazer a prova em escolas que foram ocupadas realizarão o exame nos dias 3 e 4 de dezembro.

E o pedido na Justiça para suspender o exame de todo o País?

O questionamento judicial que pedia a suspensão da prova para todos os alunos foi negado pela Justiça do Ceará. O ministério argumentou que sempre faz mais de um tipo de prova e consequentemente duas redações. Ou seja, no entendimento do governo, adiar a prova para parte dos estudantes não afeta a isonomia da seleção.

Quantos estudantes tiveram a prova adiada?

Do total de 8.627.195 inscritos, 191.494 estavam marcados em 304 locais ocupados. Isso representa pouco mais de 2% dos candidatos. Apesar do percentual ser baixo, o número de estudantes que tiveram as provas adiadas é maior que o total de inscritos para a Fuvest no ano passado (142,6mil), que seleciona vagas da Universidade de São Paulo e da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Quem teve a prova adiada vai fazer o exame no mesmo lugar?

O MEC ainda não definiu onde as provas serão aplicadas nem a data de divulgação dos novos locais, mas promete fazer o quanto antes.

Como ficam os candidatos listados em escolas que não estavam ocupadas até 31 de outubro, mas que foram ocupadas nos últimos dias?

O MEC divulgará nesta sexta-feira (4) uma nova lista com os locais onde as provas serão adiadas. A expectativa é que o número de estudantes afetados aumente.

Quem teve a prova adiada mas a escola foi desocupada, faz o exame quando?

Uma vez adiado, o exame segue adiado. Mesmo que a escola tenha sido desocupada, o Ministério da Educação mantém a alteração da data. A pasta justifica que o prazo para desocupação era até às 23h59 do dia 31 de outubro. Qualquer desocupação após este prazo não permitirá a realização da prova na data inicial. Portanto, os alunos que estavam alocados em escolas desocupadas a partir de 1º de novembro também precisarão fazer as provas do Enem nos dias 3 e 4 de dezembro.

As provas são iguais?

Não, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do MEC que organiza o Enem, tem um banco de dados de questões, todas com o mesmo nível de dificuldade. Com base nesse leque de questões disponíveis, será feita uma nova prova e um outro tema será escolhido para redação. No ano passado, houve cancelamento da prova em algumas cidades de Santa Catarina, que teve chuvas fortes. Nesse caso, a prova foi aplicada posteriormente.

Vai dar tempo de sair o resultado para o Sisu, Fies e Prouni?

O MEC garante que o tempo é hábil.

Como eu sei se fui afetado?

O estudante que teve a prova adiada deverá receber um SMS ou e-mail do Inep. Também é possível checar nos sites e redes sociais do MEC (clique aqui) e do Inep (clique aqui), além do aplicativo Enem 2016 e do telefone 0800 616161.

Se a Justiça Eleitoral conseguiu mudar o local de votação nas eleições, por que o MEC não conseguiu alterar os locais das provas?

O MEC argumenta que não há tempo hábil. Segundo a pasta, há uma questão de logística, com uma rota pré-definida de distribuição da prova e escolta policial, além da necessidade de ter estrutura mínima para receber a prova, ter acessibilidade para deficientes físicos (banheiros adaptados, mobiliário adequado para cadeirantes, surdos, cegos e à faixa etária), além de salas extras e segurança.

O MEC vai cobrar os estudantes secundaristas o gasto extra que terá ao aplicar uma nova prova em data diferente?

O ministro da Educação, Mendonça Filho, tem dito que cobrará dos responsáveis pela ocupação os custos da operacionalização de uma nova prova. Nesta quinta-feira (3), ele anunciou que o novo gasto é de R$ 12 milhões. O Enem deste ano custou R$ 788 milhões. O valor médio da prova, de R$ 91, aumentou 44% em relação ao ano passado (R$ 63). Até o momento, entretanto, nada foi definido.


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