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Aliada de Cunha assume Procuradoria da Câmara, órgão que defende deputados

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JOZI ARAUJO EDUARDO CUNHA
Jozi Araújo era aliada de Eduardo Cunha | Reprodução / Facebook
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Integrante do grupo de dez deputados que votou contra a cassação do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a deputada Jozi Araújo (PTN-AP) assumiu a Procuradoria Parlamentar da Câmara dos Deputados.

A função da procuradora é defender a Câmara e os deputados que tiverem a imagem atingida em função do mandato.

Atualmente há 278 processos em tramitação. As ações envolvem pedidos de direitos de resposta em meios de comunicação e ações de danos morais, por exemplo.

Josi Araújo foi nomeada pelo presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), em outubro. É a primeira mulher a ocupar o cargo.

Durante o processo de cassação de Cunha no Conselho de Ética, a deputada foi uma das indicadas para o colegiado a fim de ajudar o peemedebista.

Em fevereiro, na época no PTB, Jozi entrou no lugar de Nilton Capixaba (PTB-RO), por indicação do líder da legenda, Jovair Arantes (GO).

Capixaba estava no lugar de Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que votou pela admissibilidade do processo contra o ex-deputado. Jozi votaria para poupar Cunha, mas acabou atuando apenas como suplente no colegiado.

No PTN, a deputada foi indicada para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), quando o colegiado analisava uma consulta apresentada por aliados de Cunha sobre os procedimentos de votação de processo disciplinares a fim de reduzir a punição de Cunha.

Empresária do ramo de joias e sem curso superior, a parlamentar preside a Federação das Indústrias do Estado do Amapá (Fieap) e está no primeiro mandato na Câmara.

Jozi Araújo chegou a ser denunciada pelo Ministério Público do Amapá por suposto desvio de dinheiro de uma cooperativa de veículos. No Supremo, o caso prescreveu. Ela nega as acusações.

Ao G1, a deputada afirmou que não tomaria qualquer atitude na Procuradoria para beneficiar o ex-deputado. Disse ainda que não há uma exigência regimental de formação jurídica de advogada para o cargo.

Já Rodrigo Maia justificou a escolha dizendo que o cargo ficou com a bancada do PTN, com 13 integrantes, devido ao apoio à sua candidatura ao comando da Casa. Ele negou que a indicação tenha tido objetivo de beneficiar Cunha.

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