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4 coisas que você não sabia sobre os candidatos à presidência dos EUA

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HILLARY TRUMP
Trump e Hillary estão na reta final das eleições dos EUA | Reuters Photographer / Reuters
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Faltando pouco mais de três dias para as eleições dos EUA, ainda há muito o que saber sobre os dois candidatos que disputam, nas urnas, o comando da Casa Branca pelos próximos quatro anos.

Donald Trump, filho de um pai apaixonado pelos negócios mas pouco carinhoso com os filhos, acredita na teoria do "cavalo de corrida". "

"Eles acreditam que haja pessoas superiores e acham que, se você juntar os genes de uma mulher superior e de um homem superior, a prole nasce superior" explica Michael D'Antonio, autor do livro The Truth About Trump ("A verdade sobre Trump", em tradução livre).

Hillary Rodham cresceu no subúrbio de Chicago, vendo seu pai, Hugh, não dar valor à sua dedicação. Com a mãe de Hillary, Dorothy, o tratamento de Hugh era ainda pior: agressões verbais e omissão eram parte da rotina da família.

As curiosidades sobre a vida e a trajetória política de cada candidato são retratadas no documentário The Choice 2016, que será exibido na noite deste domingo (6) no canal GNT às 23h30.

Veja a seguir outras curiosidades sobre Trump e Hillary, que na próxima terça-feira (8) se enfrentam em uma disputa acirrada pelo cargo de presidente dos EUA.

1. Trump pode ter definido ser candidato após 'humilhação' pública de Obama

Foi em abril de 2011, em uma das noites mais glamourosas de Washington: o Jantar dos Correspondentes na Casa Branca.

Depois de semanas atacando o presidente Barack Obama na televisão, Trump provou do próprio veneno e foi alvo de 'piadas' nada amigáveis do presidente - quase um ataque público, por assim dizer.

"Donald Trump está aqui hoje. Ninguém está mais satisfeito e orgulhoso de pôr fim a esse assunto da certidão de nascimento do que Donald. Isso porque ele vai poder voltar a se concentrar em assuntos importantes como: 'Nós forjamos o pouso na Lua?'"

"Acho que foi aí que ele resolveu se candidatar. Acho que ele se motivou com isso. 'Vou me candidatar e mostrar a eles", conta Roger Stone, conselheiro político do republicano sobre o episódio.

2. A candidatura do republicano é sim, uma questão pessoal

"Donald tem pavor de humilhação e tem pavor de constrangimento, por isso costuma tentar humilhar e constranger os outros. Como o presidente o ridicularizou, acho que isso foi insuportável para Donald Trump", afirma D'Antonio, sobre o episódio em 2011.

Omarosa Minigault, membro do comitê de campanha de Trump, resume em poucas palavras a motivação do político para concorrer a um dos cargos mais prestigiosos e poderosos do mundo.

"Todos os críticos, todos os detratores terão que se curvar diante do presidente Trump. Todo mundo que duvidou de Donald, que discordou, que o desafiou. A maior vingança é se tornar o homem mais poderoso do universo".

"A fantasia de Donald Trump é ser o cara que vai receber a chave do Salão Oval das mãos de Barack Obama em 2017. É pessoal. Ele tem essa necessidade pessoal ardente de se vingar por ter sido humilhado pelo primeiro presidente negro.", reforça D'Antonio.

3. Hillary garantiu, quando Clinton se tornou o governador mais jovem dos EUA, que não tinha aspirações políticas

Em entrevista à TV americana, em 1979, Hillary foi categórica quando perguntada sobre suas aspirações políticas: "Não. Acho que... Não tenho. Só para o meu marido, que considero um político incrível e um homem maravilhoso". Naquela época, Clinton tinha sido eleito governador do Arkansas e era o governador mais jovem dos EUA.

4. Usar o nome Clinton não foi exatamente uma 'escolha'

Mesmo depois de se casar com Bill Clinton, Hillary manteve o sobrenome de solteira, Rodham.

"Ela não queria que as mulheres fossem acessórios dos maridos. Normalmente, esposa de político é isso, um acessório do marido, e isso não pegou bem", conta Jim Blair, amigo da democrata sobre o começo da trajetória pública do casal.

Os sulistas rejeitaram Hillary, por não transmitir "a imagem esperada de uma primeira-dama".

A mudança no nome, segundo biógrafos e amigos, foi um ato simbólico para facilitar a vida pública do marido.

"Para evitar problemas e acabar com a discussão, serei conhecida para sempre como Hillary Rodham Clinton", afirmou ela. A mudança no nome veio também com uma mudança brusca no visual: cabelos lisos, longos e mais loiros, roupas mais sóbrias e até mesmo um sotaque, contam amigos.

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