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O desabafo desta mãe vai te fazer repensar a 'realidade não dita' sobre a amamentação

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AMAMENTAO
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Gestar, parir, amamentar.

Estas são algumas das características femininas mais naturalizadas na sociedade. Afinal, que mulher não 'nasceu para ser mãe', não é mesmo?

Mais ou menos. Muitas mulheres optam por não viver a maternidade, e outras sentem a necessidade de falar sobre a realidade não dita desta experiência que muitas vezes é vista como algo intrínseco ao ser feminino.

Em um post poderoso no Instagram, Heyona Cho desabafou sobre as dificuldades que ela está tendo ao tentar amamentar o seu filho recém nascido.

"O sentimento que você tem quando seu recém-nascido chora por leite é difícil de descrever. O desgosto que você sente quando seu recém-nascido chora e você não tem leite é ainda mais difícil de descrever", escreveu.

The feeling you get when your newborn cries for milk is hard to describe. The heartbreak you feel when your newborn cries and you don't have milk is even harder to describe. Nevermind that the nipples are cracked and sore, baby's cries sound like ringing alarms INside the brain and I'm desperate to do anything to alleviate his discomforts and meet his needs. When the night hits, I have to make a choice to supplement with formula or let him sleep hungry. Or more like wake up every hour, stress and fuss to calm his hungry cries, fight with my loving partner, and feel like a failure--shame. And still, which ever choice we make, nobody wins--shame. What the hell is in formula? Why does this stuff smell like rubber? Will my milk ever come in? Am I doing something wrong? Nobody ever told me. Nobody ever told me about the challenges of breastfeeding. This must be an unspoken reality for SO many new moms. I speak to myself and whoever may be struggling to feed their newborn. Feel no guilt or shame as you continue into your journey of motherhood. Some things we just cannot control, and so, we will make the best choices that we know how and we will have done it all with love in our hearts SO full that it cries out from our eyes. I love you. Bo. Ps. God is good and community is even better. Because milkmaids are a thing and I have sisters. Sisters with babies who love me and love my baby!! Community community community community. Sisterhood sisterhood sisterhood sisterhood. Mothers before me before her before her before her. Pps. Milk increases everyday and we have to supplement less and less each night 👶🏻🍼

A photo posted by @redredmoon @vanbreaksdown (@heyonaaaa) on

O texto é uma descrição dolorosa sobre a luta de amamentar.

"Não ligue que os mamilos estão rachados e doloridos, os gritos do bebê soam como alarmes dentro do cérebro e eu estou desesperada para fazer qualquer coisa para aliviar seus desconfortos e atender às suas necessidades. Quando a noite chega, eu tenho que fazer uma escolha entre complementar sua alimentação com fórmula ou deixá-lo dormir com fome. Ou ainda acordar a cada hora, com o estresse e o barulho para acalmar seus gritos famintos, lutar com a ajuda do meu parceiro, e ainda fracassar - vergonha."

Ao questionar o porquê de não conseguir produzir o leite materno, ela acrescentou: "Estou fazendo algo errado? Ninguém nunca me disse como fazer. Ninguém nunca me falou sobre os desafios da amamentação. Esta deve ser uma realidade tácita para muitas novas mamães."

No final do post, Heyona Cho se dirige as outras mães que lutam para alimentar seus recém-nascidos.

Ela as incentiva a não sentir culpa ou vergonha, mas aceitar aquilo que não pode ser controlado e se sentir confiante em sua capacidade de tomar as melhores decisões para seus bebês.

Cho também acrescenta que o apoio de outras mulheres e da comunidade que compartilha o aleitamento materno têm sido essencial para ela durante esse período.

Em entrevista ao Huffington Post, ela contou que pretende criar uma plataforma que conecte mulheres doadoras de leite àquelas com dificuldade de produzi-lo, além de educar as novas mães sobre o período de amamentação.

"Quero que os novos pais saibam que a amamentação pode ser um processo lento. Quando eu tive o bebê, me foi dito que o leite deveria vir em aproximadamente três dias - e que enquanto isso uma substância grossa e doce chamada alimentaria o bebê em quantidades muito pequenas, apesar de nutritivas, até que um fluxo mais substancial do leite viesse substituí-lo. Mas para mim tem demorado muito mais que três dias. E eu não sabia que isso poderia acontecer. Se eu tivesse mais informações, não estaria me sentindo tão incapaz por não amamentar no prazo previsto."

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