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Para Temer, teto de gastos 'corta na própria carne' e gera ‘impopularidade'

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TEMER
Adriano Machado / Reuters
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Sem fazer referência direta, presidente Michel Temer rebateu nesta segunda-feira (7) a crítica de que o governo poderia ter adotado outras alternativas em vez da PEC 55 (antiga PEC 241), que coloca um teto um gastos do governo. Segundo ele, a medida “significa cortar na própria carne”.

"Porque convenhamos, qual é o governante que não quer gastar o máximo possível? Porque gastar o máximo possível pode gerar popularidade e restringir o gasto pode gerar, inicialmente, uma impopularidade. Mas nós não pensamos só no Brasil de hoje, nós pensamos no Brasil de amanhã”, justificou.

Os críticos da proposta defendem que o governo poderia ter adotado outro tipo de redução de gastos e aumento da receita, como evitar reajustes salariais, taxar grandes fortunas e tributação progressiva.

Reforma da previdência

Sem citar que quer fazer mudanças no sistema previdenciário brasileiro, o presidente afirmou que a PEC permitirá que os jovens, no futuro, recebam aposentadoria do governo e que os "12 milhões de desempregados possam ir às empresas mobilizadas pela comunicação e receber o seu emprego”.

A PEC do teto de gastos limita dos gastos da União por 20 anos, com a possibilidade revisão em 10 anos. Pela proposta, o governo pode gastar apenas o montante do orçamento do ano anterior reajustado pela inflação, medida pela IPCA (índice de preços ao consumidor amplo).

Políticos e especialistas contrários a proposta argumentam que ela congela os investimentos em áreas sensíveis, como educação, saúde e assistência social. Já os defensores justificam que ela é uma sinalização ao mercado de que o País está comprometido com o equilíbrio das contas do País e é capaz de atrair investimentos.

A proposta foi aprovada na Câmara e está em tramitação no Senado Federal. A expectativa do governo é concluir a votação da matéria na primeira quinzena de dezembro.

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