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Ao se defender de 'apologia à tortura', Bolsonaro chama o coronel Ustra de 'herói' nacional

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BOLSONARO
Wilson Dias/ Agência Brasil
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Ao se defender do processo de quebra de decoro parlamentar por ‘apologia à tortura', o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) voltou a enaltecer o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra.

Em sessão do Conselho de Ética, o deputado chamou o coronel de “herói”.

“Os senhores estão do lado do herói da Polícia Militar de São Paulo ou do herói PT, cuja maioria da cúpula está presa? E mais ainda, Carlos Alberto Brilhante Ustra estava do lado da PM, o coronel recebeu a mais alta comenda do Exército, a Medalha do Pacificador, é um herói brasileiro. Agora, se não concordam comigo, paciência.”

Bolsonaro é acusado de “apologia ao crime de tortura” pelo discurso na votação pela admissibilidade do impeachment da então presidente Dilma Rousseff.

Na ocasião, ele fez uma homenagem ao coronel Brilhante Ustra.

“Pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff’’, afirmou, ao declarar o voto, em abril.

O coronel foi o primeiro militar brasileiro a responder por um processo de tortura na ditadura. Entre as vítimas dele está a ex-presidente Dilma. Ustra chefiou o DOI-Codi do II Exército, em São Paulo, órgão de repressão política durante a ditadura militar.

Os integrantes do Conselho de Ética decidem nesta quarta-feira (9) se o processo de cassação contra o deputado segue ou não.

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