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Após longos meses de islamofobia de Donald Trump, eleitores muçulmanos reagiram

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rozina akter
A funcionária eleitoral Rozina Akter fala com um eleitor na terça-feira, 8 de novembro de 2016, no “borough” de Brooklyn, em Nova York. Muçulmana, Akter nasceu em Bangladesh

Depois de meses ouvindo Donald Trump semeando o medo e a islamofobia, os americanos muçulmanos reagiram contra o candidato presidencial republicano da maneira mais americana possível.

Eles foram às urnas e votaram.

Graças aos esforços de mobilização de organizações muçulmanas em todo o país, um número recorde de muçulmanos americanos teria se inscrito para votar na eleição deste ano. O Conselho de Organizações Muçulmanas dos EUA avalia em mais de 1 milhão o número de eleitores muçulmanos registrados este ano, o dobro do número que se registrou na eleição presidencial de 2012.

Grupos de defesa da população muçulmana montaram estandes de registro de eleitores em mesquitas, escolas e centros comunitários desde o início do ano. Os imãs foram incentivados a pregar sobre o voto durante as orações.

Somalayan escreve no Instagram: “Sou grata por todos que nos antecederam e que fizeram passeatas, protestaram e sofreram violência, prisão e intimidação para que estas duas mulheres muçulmanas, negras e imigrantes pudessem votar”

Uma pesquisa do Conselho de Relações Americano-Islâmicas publicado em outubro sugeriu que 86% de todos os muçulmanos americanos registrados pretendiam votar e 72% disseram que votariam em Hillary Clinton. Dos 800 participantes na pesquisa, 4% disseram que votariam em Donald Trump, 3% em Jill Stein e 2% em Gary Johnston.

Nas redes sociais, muçulmanos americanos compartilharam fotos e reflexões sobre o Dia da Eleição, usando a hashtag #MyMuslimVote (Meu Voto Muçulmano, em tradução livre). Veja alguns dos muçulmanos que foram às urnas no Dia da Eleição para que suas vozes sejam ouvidas.

Ajude a tornar a América incrível outra vez! Trump quer que os muçulmanos se apresentem para a polícia, então vamos todos nos apresentar nas urnas! O ódio não vai nos derrubar.

Votei na minha primeira eleição presidencial! Votei em Hillary Clinton porque a América é mais forte unida contra o ódio!

Votei hoje fantasiada de sufragista do passado para lembrar às pessoas tudo pelo que elas passaram!

Hora de agarrá-lo pelas bolas... ops, pelas urnas, pessoal.

Meu voto muçulmano porque precisamos cumprir nossos deveres cívicos e islâmicos e apreciar o que foi roubado de milhões de pessoas.

Esta família muçulmana está do lado dela.

Bengaleses indo votar no Queens.

Votei pela civilidade. Votei contra o ódio. Votei contra atrasar os relógios em mais de uma hora. Eu votei pela minha América.

"Sou muçulmana e obviamente voto em Hillary. Eu a amo muito”, diz Luftun Burham, 45, de Bangladesh

Meu voto é CONTRA a intolerância, a xenofobia, o preconceito, contra semear o medo.

Eu: Em quem a gente deve votar, Madina?
Madina: Ahn, Hillary Clinton?
Eu: Acho que sim.
Madina: Vamos votar nele, mamãe.
Eu: Nela, meu bem. Hillary Clinton é menina.
Madina: Não, meninas não podem ser presidente. Certo, mãe?
Eu: Podem sim, meu bem. As meninas podem ser o que bem entenderem.

Na esperança de um futuro em que meninas como Madina possam sonhar com confiança em ser o que quiserem. Se Deus quiser.

Conversa com minha filha de 4 anos que está crescendo como menina, pessoa de cor e muçulmana nestes tempos confusos.

Eu me abster de votar só ia empoderar as pessoas que adorariam que eu ficasse calada.

Fui deixar meu voto muçulmano na urna para que meus familiares e amigos não sejam proibidos de vir me visitar por causa da religião deles.

Votamos porque amamos este país e queremos vê-lo continuar a avançar, não a andar para trás!

Votei para honrar meu próximo, minha família e mim mesma, para preservar nossa integridade como seres humanos.

Esteja eu usando um talleur ou um sari, eu estou com ela.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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