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Donald Trump vence eleição e se torna o 45º presidente dos EUA

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DONALD TRUMP
Republican presidential candidate Donald Trump pumps his fist after a campaign speech, Monday, Nov. 7, 2016, in Sarasota, Fla. (AP Photo/Chris O'Meara) | Mike Segar / Reuters
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O republicano Donald Trump foi eleito, na noite desta terça-feira (8), o 45º presidente dos Estados Unidos.

Em sua primeira declaração como presidente eleito, o magnata deixou um pouco de lado o tom extremamente agressivo adotado ao longo da campanha, e disse que os americanos devem gratidão à democrata Hillary Clinton.

"Eu acabo de receber uma ligação da Secretária Clinton. Ela nos parabenizou por nossa vitória, e eu a parabenizei, junto com sua família, pela campanha. Hillary trabalhou muito tempo e muito duro, e nós devemos a ela gratidão por seu serviço ao país", disse ele, que ainda pediu união aos americanos. "Aos republicanos, democratas e independentes, eu digo que é a hora de nos unirmos como um povo", disse Trump, prometendo ser um presidente de todos e "reconstruir o sonho americano".

Adotando um tom motivacional, Trump afirmou que "nenhum sonho é muito grande, e nenhum desafio é inalcançável", dizendo ainda que os americanos merecem "nada menos do que o melhor" e dando um recado para o mundo: sempre colocarei os interesses da América em primeiro lugar.

"Eu prometo que não vou decepcioná-los, nós vamos fazer um grande trabalho", disse Trump, já brincando com uma possível reeleição. "A campanha acabou, mas nosso trabalho acabou de começar". Com a vitória, Trump se torna o primeiro americano que nunca serviu política ou militarmente a ocupar o mais alto cargo do Executivo do país.

Apesar das pesquisas apontarem sua oponente como favorita ao posto, ainda que poucos pontos à frente, Trump surpreendeu e garantiu a vitória após conquistar estados importantes como Flórida, Ohio e a Carolina do Norte. Apenas com essas vitórias, ele garantiu 62 delegados no colégio eleitoral - para conquistar a vitória são necessários 270.

Mike Pence, governador de Indiana e vice-presidente foi o primeiro a entrar no palco e se dirigir à multidão. "Essa é uma noite histórica. O povo americano falou e elegeu seu novo campeão. A América elegeu o novo presidente, e é difícil para expressar a honra que eu e minha famílias sentimos em ter o privilégio de servi-los como vice-presidente."

Em seguida, Trump entrou no palco acompanhado da mulher, Melania, e do filho mais novo, Barron - o republicano foi anunciado por Pence como "o presidente eleito dos EUA".

O republicano também teve bom desempenho em estados tradicionalmente republicanos como Alabama, Louisiana e Mississippi e no Texas. Apenas no último estado, ele garantiu mais 38 delegados favoráveis à sua eleição.

Já Hillary se saiu melhor em redutos tradicionalmente democratas como a Califórnia e Nova York. Apesar de garantirem um grande número de delegados para a democrata - 84, se somados os dois - Trump saiu ganhando em vários estados que eram considerados fundamentais para a decisão da disputa.

A candidata derrotada, no entanto, não deve fazer nenhum pronunciamento público até a manhã desta quarta-feira (9). Seu assessor John Podesta se dirigiu a uma multidão que se concentrava em Manhattan - a poucos quarteirões do QG republicano - e pediu que todos fossem para casa. "Eu sei que vocês estão aqui há muito tempo. E eu digo, nós podemos esperar mais um pouco".

A estimativa do jornal New York Times, que antes do início do fechamento das urnas calculava em 81% a possibilidade de Hillary ser eleita, mudou drasticamente antes das 2h da manhã de quarta-feira (9): a indicação já era de 88% de chance de Trump ser o próximo presidente dos EUA.

A Flórida, estado que sempre é importante para a decisão, teve peso ainda maior para a vitória do republicano: mesmo sua retórica abertamente "anti-latina" e exaustivamente repetida durante toda a campanha não foi suficiente para barrar Trump. Ele ganhou com margem apertada, 49,1% contra 47,7% de Hillary, mas garantiu os 29 delegados do estado - que abriga a maior comunidade latina dos EUA.

É uma vitória, sem dúvida nenhuma, surpreendente. Quando se lançou como pré-candidato à presidência, pouca gente acreditava que Trump - um magnata sem nenhuma experiência política, mas com uma carreira sólida como apresentador de TV além de dono de um império de empreendimentos - fosse ser nomeado candidato. Mesmo quando já era o nome certo, durante a campanha, Trump foi duramente criticado por conta de suas declarações machistas, racistas e xenófobas.

Entre as promessas de campanha de Trump, estavam a construção de um muro na fronteira dos EUA com o México, a deportação de milhões de imigrantes e a proibição da entrada de muçulmanos no país.

No campo econômico, o magnata prometeu uma série de medidas protecionistas e também uma reforma no sistema de saúde, alvo de uma grande reforma - a "Obamacare" - durante a gestão Obama.

O republicano, que votou em Nova York, iniciou o dia da eleição com uma ligação já costumeira para o programa de notícias matinal "Fox & Friends". "Sou um pouco supersticioso", disse. "Venci muitas primárias falando com vocês logo cedo".

Sua última aparição durante a campanha, no entanto, foi em Manchester, New Hampshire, onde as pesquisas indicavam uma disputa bastante apertada. Por lá, no entanto, a disputa segue indefinida: enquanto a democrata segue com 47,5% dos votos, Trump está com 47,4% - até as 5h30 92% das urnas haviam sido apuradas no estado.

"Amanhã a classe trabalhadora americana vai responder", disse Trump. "É uma questão de tempo". E, de fato, era. Sabia-se que seria uma eleição histórica: ou a primeira mulher seria eleita presidente dos EUA ou Trump, que nunca serviu nem politica nem militarmente. Seu bom desempenho, no entanto, certamente surpreende uma boa parte até mesmo do seu partido.

Ele levou grande parte de sua família ao palco para seu último comício no Estado, onde conquistou sua primeira vitória na disputa interna dos republicanos pela nomeação para concorrer à Presidência.

Mais tarde, Trump visitou o Estado tradicionalmente democrata de Michigan, onde apresentou sua candidatura como uma escolha histórica para o eleitorado trabalhador, o que ele espera colocá-lo na Casa Branca.

"Hoje é nosso Dia da Independência", disse o magnata em Grand Rapids. "Hoje a classe trabalhadora norte-americana irá contra-atacar, finalmente".

A festa da vitória, no entanto, acontece em Nova York, onde o magnata vive - até o dia 20 de janeiro, quando se muda para a capital, Washington - e tem uma série de empreendimentos.

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