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Presidente dos EUA, Barack Obama, recebe recém-eleito Donald Trump na Casa Branca

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Presidente dos EUA, Barack Obama, se encontra com o presidente eleito Donald Trump | JIM WATSON via Getty Images
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O presidente dos EUA, Barack Obama, recebeu nesta quarta-feira o presidente eleito Donald Trump para uma conversa na Casa Branca. A primeira-dama, Michelle Obama, também irá conversar em particular com a esposa de Trump, Melania.

O encontro marca o início da transição de poder para Trump, que assume o cargo no dia 20 de janeiro. Os no Salão Oval da Casa Branca, e Trump chegou no local sem ser fotografado, por uma entrada longe da imprensa.

Em breve declaração a imprensa, Obama classificou o encontro como "excelente" e disse que os dois abordaram, entre outros temas, questões organizacionais inerentes à Casa Branca e assuntos ligados à política externa. Obama também reforçou o compromisso em garantir uma transição tranquila.

"Quero enfatizar para você que nós vamos agora fazer tudo o que podemos para ajudá-lo a ter sucesso. Se você tiver sucesso, o país vai ter sucesso", dirigiu-se o presidente a Trump.

O republicano também fez uma breve declaração para a imprensa, onde revelou que os dois nunca haviam se encontrado pessoalmente, embora Trump já tenha comparecido a eventos onde o presidente também estava. "Estou ansioso para lidar com o presidente no futuro, inclusive para conselhos", disse Trump, apostando ainda em muitos outros encontros.

O encontro pode também ter sido uma oportunidade para que os dois deixem um longo histórico de hostilidades para trás. Trump liderou o movimento que questionou a cidadania norte-americana de Obama e prometeu reverter as políticas que se tornaram a marca registrada do democrata depois que assumir o cargo em 20 de janeiro.

Obama fez uma campanha vigorosa pela ex-secretária de Estado Hillary Clinton, rival democrata de Trump, e classificou o bilionário como temperamentalmente inepto para a presidência e perigosamente despreparado para ter acesso aos códigos nucleares norte-americanos.

Transição

Na quarta-feira (9), Obama disse que, apesar de suas grandes diferenças com o magnata do setor imobiliário de Nova York, irá seguir o exemplo dado pelo ex-presidente republicano George W. Bush em 2008 e proporcionar uma transferência de poder tranquila para Trump.

"Oito anos atrás, o presidente Bush e eu tínhamos algumas diferenças bastante significativas, mas a equipe do presidente Bush não poderia ter sido mais profissional ou mais elegante fazendo com que tivéssemos uma transição suave", contou Obama. "Por isso instruí minha equipe a seguir o exemplo dado pela equipe do presidente Bush".

Trump passou a quarta-feira se concentrando nesta transição em reuniões com seus funcionários na Trump Tower de Nova York.

Depois de tomar posse, ele irá desfrutar de maiorias republicanas nas duas Casas do Congresso dos EUA, o que pode ajudá-lo a implementar sua pauta legislativa e descartar ou reverter políticas de Obama que o desagradam, como a Lei de Saúde Acessível, popularmente conhecida como Obamacare, o acordo nuclear com o Irã e a participação de seu país no Acordo de Paris, que visa combater o aquecimento global.

O porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, informou que Obama irá informar Trump dos benefícios destas políticas durante a reunião.

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