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PF cumpre dois mandados de prisão em fase da Lava Jato que mira operadores financeiros

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Agência Brasil
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A Polícia Federal cumpre nesta quinta-feira dois mandados de prisão preventiva e 16 de busca e apreensão em uma nova fase da operação Lava Jato que tem como alvo operadores financeiros do esquema de corrupção na Petrobras, informaram a PF e o Ministério Público Federal.

Segundo comunicado do MPF, os dois alvos de mandados de prisão são o empresário Adir Assad, que já está preso pela Lava Jato e foi condenado a 9 anos e 10 meses de prisão em uma ação penal ligada à operação, e o advogado Rodrigo Tacla Duran.

"São apuradas as práticas, dentre outros crimes, de corrupção, manutenção não declarada de valores no exterior e lavagem de dinheiro", disse a PF em nota.

A nova fase foi denominada "operação Dragão", em referência ao nome dado por um dos investigados aos negócios fechados para disponibilizar recursos ilegais no Brasil oriundos de pagamentos no exterior, disse a PF, acrescentando que cerca de 90 policiais estão nas ruas cumprindo os mandados.

Segundo o Ministério Público, empreiteiras investigadas na Lava Jato repassaram cerca de R$ 34,6 milhões para empresas controladas por Duran para o pagamento de propinas. Outras empresas que também firmam contratos com o setor público também depositaram, segundo o MPF, R$ 18 milhões em contas controladas pelo advogado no exterior.

Assad, segundo comunicado do Ministério Público, repassou R$ 27,2 milhões para Duran e pessoas ligadas ao advogado por meio de transferências de contas mantidas por suas empresas em território nacional.

"As provas coletadas em fases anteriores da Operação Lava Jato, somadas à análise das informações obtidas por intermédio de afastamentos de sigilo bancário, fiscal e telemático, permitiram identificar que os referidos operadores financeiros participaram ativa e continuamente do grande esquema criminoso de corrupção investigado pela força-tarefa", disse o MPF.

"Também foram colhidos depoimentos e provas por meio de acordos de colaboração, em que executivos confirmaram a natureza dos repasses financeiros aos envolvidos com o objetivo de praticar a lavagem dos capitais."

Procurado, o advogado de Assad não foi encontrado para comentar a operação, assim como o escritório de advocacia de Duran.

Integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público Federal darão mais detalhes da operação em entrevista coletiva nesta manhã em Curitiba.

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