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Para secretário de Alckmin, ligar PMs à chacina de jovens é 'preconceito'

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O secretário de Segurança Pública do estado do São Paulo, Mágino Alves Barbosa Alves, negou, em entrevista à Folha de S. Paulo nesta quinta-feira (10), que haja qualquer suspeita contra policiais militares na investigação da chacina de jovens da zona leste da capital.

Após meses dados como desaparecidos por semanas, os corpos dos cinco jovens - com idades entre 16 e 30 anos - foram encontrados neste domingo (6), enterrados numa região rural, em Mogi das Cruzes.

Para Mágino, colocar em suspeita os policiais militares revela "preconceito". Segundo ele, as investigações até o momento não revelam nenhuma conexão dos policiais com os crimes. "Não tem. Não tem. Não tem. Os PMs ouvidos até agora foram ouvidos na qualidade de testemunhas".

Para o secretário do governo Geraldo Alckmin (PSDB), ligar os PMs ao caso é uma ilação com casos ocorridos em Osasco e Barueri, meses atrás. "Só posso imaginar que isso tenha alguma relação com o fato ocorrido no ano passado, quando tivemos aquela chacina que, infelizmente, envolvia policial militar".

As investigações foram abertas, mas para o secretário, não ainda nenhuma ligação concreta com policiais militares. "De concreto mesmo, não tem nada que ligue a morte desses jovens [encontrados mortos nesta semana em Mogi das Cruzes] a organismos policiais", disse à Folha.

As pistas

Um áudio enviado por um dos jovens desaparecidos no dia 21 de outubro falava uma abordagem policial: 'Ei, tio. Acabo de tomar um enquadro ali. Os polícia tá me esculachando [sic]'.

"Até hoje não se conseguiu nem sequer demonstrar em qual data foi gravado o áudio. Aquilo fez com que a primeira notícia já provocasse uma tensão em relação à atuação de policiais", afirmou o secretário.

No início de outubro, dois PMs teriam consultado dados sobre antecedentes criminais das vítimas da chacina. Por outro lado, há a suspeita de que um dos jovens tivesse envolvimento na morte de um PM.

Também foram encontradas cápsulas de pistola.40 próximas aos corpos dos jovens. É o calibre da munição usada pelas polícias Militar e Civil.

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