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'A Química', novo livro de Stephenie Meyer, desaponta fãs por não ter vampiros

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STEPHENIE MEYER
Meyer em premiere de 'A Hospedeira', em Los Angeles, março de 2013 | Todd Williamson/Invision/AP
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Stephenie Meyer, autora da série literária de fantasia Crepúsculo, não lançava um novo romance há oito anos até o suspense de espionagem A Química (The Chemist) chegar às lojas neste mês.

Os últimos livros que ela colocou nas prateleiras foram o último volume da saga best-seller, Amanhecer, seu primeiro livro de ficção científica, A Hospedeira, e em 2010, a novela A Breve Segunda Vida de Bree Tanner, parte do cânone de Crepúsculo.

Desde então, milhares de fãs engajados – só a saga dos vampiros apaixonados vendeu mais de 120 milhões de cópias pelo mundo – tem aguardado ansiosamente por um novo romance de Meyer. E, de preferência, Midnight Sun, a história de Crepúsculo contada do ponto de vista de Edward, em vez do da protagonista, Bella.

No entanto, como a escritora conta em entrevista ao New York Times, há fãs decepcionados.

"Eu fiquei um pouco entediada [com vampiros]", disse ao jornal. "Histórias meio que se esgotam e você quer fazer algo muito diferente. É como tomar sorvete e depois querer pretzels."

a química

Em A Química, Meyer deixa vampiros e alienígenas de lado para contar a história de Alex, uma química especializada em tortura que está sob perseguição da agência governamental à qual ela prestava serviços.

Os planos da protagonista sofrem uma complicação quando ela se apaixona por Daniel, irmão gêmeo de Kevin, um agente da CIA que a auxilia na fuga e também está na mira de ex-chefes.

Trata-se da estreia da norte-americana de 42 anos em um gênero literário dominado principalmente por autores masculinos.

Alguns dos fãs mais fervorosos de Crepúsculo têm se queixado pelo lançamento não ser Midnight Sun. A editora internacional de A Química, Little, Brown, tem trabalhado em uma divulgação que abranja tanto os fãs de Crepúsculo quanto os de suspense e espionagem.

"Quando lançam um livro que não seja esse, as pessoas ficam infelizes", disse a escritora ao NYT.

Meyer contou na entrevista que o gigantesco sucesso que seus livros fizeram – as populares adaptações de Crepúsculo para o cinema renderem mais de US$ 3 bilhões só em bilheterias ao estúdio Summit – só fez aumentar suas inseguranças.

"É difícil quando você começa a duvidar de si mesma", contou. "Eu sempre fui muito exigente comigo mesma e agora que todo mundo está lendo meu trabalho, metade das pessoas o odeia."

A escritora disse ao jornal que está começando a pensar em seu próximo romance – uma história de fantasia que será sombria, na qual haverá bastante sofrimento.

"Eu sei que isso não traz os mesmos leitores, mas não é por isso que eu escrevo", afirmou.

Você pode ler um trecho de A Química aqui.

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