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Lula diz que Ministério Público, Polícia Federal, Moro e imprensa têm um pacto contra ele

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Denunciado pelo Ministério Público por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Sliva afirmou que há um pacto contra ele envolvendo procuradores do MP, delegados da Polícia Federal, a imprensa e o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância.

“Tenho preocupação quando eu vejo um pacto quase que diabólico entre mídia, a Polícia Federal, o Ministério Público e o juiz que está apurando todo esse processo. (…) A menor preocupação é com a verdade”, disse em evento nesta quinta-feira (10) em que recebeu o apoio de políticos, intelectuais e artistas.

Lula desafiou seus acusadores a apresentarem provas contra ele. “Se eu disser a eles a convicção que tenho deles, vai ficar ruim", afirmou.

A frase "não temos prova, mas temos convicção" foi atribuída aos procuradores da Operação Lava Jato ao apresentarem a denúncia contra o ex-presidente em setembro.

No dia, o procurador do MP, Deltan Dallagnol disse que "Provas são pedaços da realidade, que geram convicção sobre um determinado fato ou hipótese. Todas essas informações e todas essas provas analisadas como num quebra-cabeça permitem formar seguramente, formar seguramente a figura de Lula no comando do esquema criminoso identificado na Lava Jato".

Para o ex-presidente, delegados da Polícia Federal “comprometidos ideologicamente e politicamente com determinados partidos” não deveriam fazer falsas acusações. “Eu não tenho que provar minha inocência, eles é que têm que provar a inocência deles na acusação que fizeram”, completou.

De acordo com o petista, os meios de comunicação mentem “descaradamente” e de forma perversa.

Lula criticou ainda o teto de gastos públicos, proposto pelo governo de Michel Temer. Aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta semana, a PEC 55/206, que estabele um novo regime fiscal, deve ser votada em primeiro turno no plenário do Senado em 29 de novembro.

“As universidades que conquistamos, eles estão tentando diminuir o orçamento que nós triplicamos. (…) Gaste com a língua de vocês, mas não com a educação desse País, que é o mais importante investimento. Cortar dinheiro da educação é tirar um sonho de que o povo pobre possa ter acesso à alta complexidade das máquinas”, afirmou.

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