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Crack, maconha e sem tetos: As ideias de Soninha para problemas sociais de SP

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Soninha Francine (PPS) foi indicada pelo prefeito João Doria para assumir a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social da capital paulista. Nesta sexta-feira (11), em entrevista à Folha de S. Paulo, ela falou sobre suas propostas para a gestão que se inicia em janeiro de 2017.

Em sua fala, Soninha defendeu a criação de campings para os quase 16 mil moradores de rua, negou a ideia de acabar com o programa Braços Abertos - promessa de campanha de Doria. Ela pretende, no entanto, fechar as condicionalidades do programa, condicionando o pagamento pelos trabalhos exercidos pelos atendidos pelo projeto à presença em "oficinas, consultas e medicação". "Podemos dar um voucher, e não dinheiro, que dê direito a um almoço num restaurante, roupa nova, ingresso no cinema, viagem", contou Soninha à repórter Juliana Gragnani.

Soninha falou a ainda sobre a possibilidade, no "mundo dos sonhos de Soninha Francine", "de sintetizar o princípio ativo da maconha para ministrá-lo de maneira controlada" para auxiliar os usuários de crack, medida já experimentada fora do Brasil com algum êxito. Ela voltou a defender a legalização da maconha também, bem como lugares seguros para os usuários de crack.

Em seu Facebook, aliás, ela já havia reafirmado ser favorável à política de redução de danos:

Sobre a retirada dos pertences da rua pela Guarda Civil Metropolitana e também a desmontagem das barracas durante o inverno pela gestão Fernando Haddad (PT), Soninha mostrou-se contrária. "Por que não admitir um acampamento decente, como se fosse um camping, com chuveiro, regras, espaço de convivência. Não são refugiados? Se oferecermos um acampamento decente para refugiados, contemplaremos duas necessidades básicas: privacidade e convivência", disse.

Sobre a divisão das agendas, Soninha afirmou que ainda não sabe se as pautas LGBT e de mulheres estarão sobre seu guarda-chuva, mas que aprovaria a ideia: "Eu quero tudo para mim, pode me mandar que eu quero. Mas pode ser que mulheres, LGBT, idosos, imigrantes fiquem sob a Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania. Mas vou trabalhar muito com esses assuntos também".

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