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Estas 6 mulheres estão fazendo a diferença na legalização da maconha nos EUA

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women marijuana

Se hoje é comum americanos e americanas abrirem um Jack Daniel's ou uma Budweiser durante o jantar, isso tem muito a ver com a socialite Pauline Sabin.

Integrante do Partido Republicano, Pauline foi firme em sua posição contrária à Lei Seca e passou a organizar viagens com outras mulheres que também não viam sentido na proibição do álcool.

A Organização das Mulheres pela Reforma Nacional da Lei Seca foi ao Congresso, trouxe democratas e republicanos ao debate e alcançou 1,5 milhão de membros em 1932. Sabin acabou retratada na capa da revista Time, por seus feitos:

time pauline sabin

Algo se move em sentido semelhante com a indústria da maconha nos dias de hoje: as mulheres estão mais ativas do que nunca.

O faturamento do mercado da maconha cresceu de US$ 1,5 bilhão, em 2013, para US$ 2,7 bilhões em 2014 nos Estados Unidos, segundo estudo da ArcView Market Research, instituto de pesquisa especializado no assunto. As projeções são audaciosas daqui em diante. Para 2019, o instituto prevê US$ 11 bilhões em vendas.

Nesta semana, com as eleições realizadas nos Estados Unidos, mais oito estados decidiram legalizar a maconha. Nevada, Califórnia, Maine e Massachusetts aprovaram a legalização da maconha recreativa. Em outros quatro - Flórida, Arkansas, Montana e Dakota do Norte -, o uso medicinal está aprovado. O que faz os números poderem crescer ainda mais, se pensarmos no enorme mercado aberto pela Califórnia, mais populoso estado do país.

O mais legal: segundo a Newsweek, a maconha pode ser o primeiro mercado a não ser controlado pelo patriarcado.

As mulheres jogam papéis decisivos em todo o xadrez montado para que a pauta avance em mais estados americanos. Médicas, psiquiatras, enfermeiras, advogadas, pesquisadoras, budtenders (as atendentes dos dispensários, as lojas quem vendem a maconha como medicamento ou apenas para uso pessoal), marqueteiras, investidoras, deputadas, senadoras e jornalistas. Há algumas associações especializadas em auxiliar as mulheres que querem participar em alguma das pontas da cadeia. The Women of Weed Council e Women Grow são duas das maiores delas.

Que tal então conhecer algumas das personalidades que têm feito a diferença? Aí vão seis mulheres que estão mudando o mercado da maconha no mundo.

1. Jessica Billingsley
Fundadora e COO da MJ Freeway Business Solutions
jessica
Jessica é uma das responsáveis por criar um software específico para a operação de negócios relacionados com a indústria da maconha. Tudo está coberto: ponto de venda, controle de estoque e fabricação e gerenciamento de cultivo. A plataforma online conta com dois tipos de planos diferentes, dependendo do tamanho das empresas envolvidas. O pagamento é feito numa espécie de assinatura anual.

Billingsley foi uma das vencedoras do prêmio Most Promising Women Entrepreneur, da revista Fortune, no ano passado.

2. Greta Carter
Investidora
greta carter
Greta Carter estava na primeira rodada de aprovados para licenças de cultivo de maconha no estado de Washington, um dos estados onde o uso recreativo e medicinal foi legalizado em fevereiro de 2015.

Greta foi mais que uma felizarda é verdade. Ela participou ativamente de todo o processo que derrubou a proibição por lá. A experiência como ex-vice-presidente do Citibank ajudou, claro. Deixado o ramo financeiro para trás, Greta agora é responsável pela produção de cerca de 1,5 tonelada de maconha por ano.

3. Kirsten Gillibrand
Senadora pró-legalização
kirsten gillibrand
A senadora democrata é uma das principais vozes para o fim das restrições ao uso medicinal da maconha em todo o país. Ela é uma das signatárias da Lei de Acesso Compassivo, Expansão de Investigações e Respeito aos Estados (CARERS, em inglês), que eliminaria as sanções e restrições federais de produzir, distribuir e possuir maconha para fins médicos.

"Quando uma criança não tem cem ataques de epilepsia por dia, seu cérebro cresce e vive melhores momentos em família e com amigos, podendo se desenvolver emocionalmente", disse Gillibrand à AFP. E como não concordar?

4. Shaleen Title
Consultora e criadora da THC Staffing
shaleen title
A advogada e ativista pela reforma na política de drogas é a criadora da THC Staffing, uma espécie de LinkedIn da maconha, especializado no recrutamento de candidatos para trabalhar no ramo.

"Eu tenho visto muitas mulheres com experiência em negócios mainstream tentando entrando entrar na indústria da maconha", contou Shaleen em entrevista à Newsweek.

5. Genifer Murray
Pesquisadora científica na CannLabs
genifer murray

Murray é CEO do CannLabs - laboratório para testes de produtos medicinais ou recreativos de maconha. Com sede no Colorado, o CannLabs diz ser o maior laboratório dos Estados Unidos para testes de produtos medicinais ou recreativos de maconha.

Uma profissional com boa qualificação cresce rápido no mercado da maconha, garante Murray. "Em áreas da ciência, como ambiental e médica, levaria de 20 a 30 anos para se tornar algo", disse à Newsweek. Ela aposta nas qualidades femininas especialmente para o setor de medicamentos e relacionados. "Pacientes precisam de tempo e consideração e as mulheres são ótimas nisso".

6. Madeline Martinez
Ativista
madeline martinez

A agente penitenciária aposentada Madeline Martinez sabia exatamente o que fazer após deixar seu antigo emprego na Califórnia: entrar de vez na luta pelo fim da proibição da maconha. Os motivos? "Ser uma mãe latina e, em seguida, avó, me deixou sempre muito consciente dos números desproporcionais de minorias que acabam presas por crimes relacionados com a maconha", disse ela ao HuffPost US.

Ela começou a trabalhar diretamente com as comunidades do estado de Oregon em 1998. Primeiro, recolhendo assinaturas para votação da Measure 67, que levou à legalização da maconha medicinal. Pouco depois já estava envolvida na Measure 91 - o projeto de lei que legalizou a posse da droga.

Atualmente, Madeline é diretora-executiva no Oregon da National Organization for the Reform of Marijuana Laws e membro da Law Enforcement Against Prohibition. Quer mais?

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