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#SerGayÉ: Vídeo com trechos de 'Orações para Bobby' alerta sobre intolerância de pais que acreditam em 'cura gay'

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No filme 'Orações para Bobby', Sigourney Weaver não aceita filho gay | Divulgação/Lifetime Television
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Com a repercussão da tag #SerGayÉ, primeiro lugar nos tópicos mais falados no Twitter no Brasil neste sábado (12), muita gente está discutindo sobre a resistência oferecida pela comunidade LGBT perante a intolerância.

Um dos tweets mais virais traz uma edição de cenas do filme Orações para Bobby (2009), protagonizado por Sigourney Weaver. O compilado é emocionante:

A história se passa nos anos 70 nos subúrbios dos Estados Unidos.

Mary Griffith (Sigourney Weaver) é uma matriarca evangélica que frequenta a Igreja Presbiteriana e não aceita a orientação sexual de seu filho Bobby. Ela acredita na "cura gay", bandeira que ainda hoje persiste entre lideranças evangélicas no Brasil

Este é o diálogo derradeiro de mãe e filho que precede a decisão de Bobby acabar com a própria vida:

- Me aceita como eu sou ou me esqueça.

- Eu não vou ter um filho gay.

- Então, mãe, você não tem um filho.

- Ok.

Após o suicídio do filho, Mary enfrenta um périplo emocional e espiritual. "Como Deus pode me perdoar?", ela se questiona por não ter conseguido lidar com a sexualidade diferente de Bobby.

O estudo e uma profunda reflexão sobre suas crenças e valores levam Mary a concluir que "a morte de Bobby foi resultado direto da ignorância de seus pais".

O filme é inspirado no livro Prayers for Bobby: A Mother's Coming to Terms with the Suicide of Her Gay Son (Orações para Bobby: A tentativa de uma mãe de aceitar o suicídio de seu filho gay, em tradução livre), de Leroy Aarons. A obra, baseada na história real da família Griffith, não foi traduzida para o português.

Cópias do filme estão disponíveis no YouTube dubladas em português ou em inglês, sem legendas.

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