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Candidato que tentou fraudar o Enem era secretário de Saúde no Ceará, aponta Fantástico

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Segundo reportagem do Fantástico deste domingo (13), a quadrilha que fraudava o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já tinha contato com as respostas da prova antes de sábado passado (5), quando a prova foi aplicada. O principal objetivo era ajudar candidatos fraudadores na prova de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, principal prova para quem quer prestar medicina.

Um candidato de 34 anos, Antonio Diego Lima Rodrigues, "já tinha tido acesso ao gabarito da prova e ao tema da redação antes mesmo do início das provas”. Ele recebeu ligações da quadrilha poucos minutos após o fechamento dos portões. Todas as 45 respostas da prova de Ciências foram passadas em menos de 7 minutos.

O candidato fraudador é secretário de Saúde, em Alto Santo, no Ceará, e já se passou por médico no Piauí. Pela cola eletrônica foi investido entre R$ 40 mil e R$ 50 mil. Ele acabou exonerado, informa o telejornal.

fraude enem

A quadrilha de Montes Claros, interior de Minas, recrutava estudantes e professores para fazer as provas e repassar as respostas por telefone.

Com Sofia Azevedo, outra estudante que acabou pega no esquema, os pagamentos foram de R$ 100 mil, caso fosse aprovada. Pelas respostas, foi feito o pagamento de R$ 10 mil. Em depoimento, após ser presa, Sofia afirmou que vagas era vendidas - sem necessidade de provas - por R$ 400 mil.

O ministro da Educação, Mendonça Filho, afirma que a fraude não se concretizou, o que retira a necessidade da realização de um novo exame. "Não há nenhum risco de Enem ser anulado".

As investigações

As investigações da PF indicam que o gabarito chegou no celular do candidato por volta de 11h, 11h30. A delegada afirmou ainda que a PF já sabia que o candidato ia fraudar a prova.

"Essa prova foi vazada de alguma forma e, não sabemos como ainda, mas os gabaritos chegaram a candidatos antes mesmo de o exame iniciar, isso é fato”, disse a delegada, segundo o G1.

A PF prendeu 14 pessoas, em duas operações feitas para combater fraudes no Enem em oito estados: Minas Gerais, Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Tocantins, Amapá e Pará. São investigados casos em que os candidatos teriam acesso ao gabarito da prova e um esquema de pontos eletrônicos para transmissão do gabarito.

De acordo com o G1, em Minas Gerais uma quadrilha cobrava até R$ 180 mil, a depender da universidade que o estudante desejava entrar, para passar o gabarito.

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