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Após 'não' em 1ª tentativa, Colômbia publica novo acordo de paz com Farc

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FARC COLOMBIA
John Vizcaino / Reuters
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O governo da Colômbia publicou um acordo de paz revisado com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) nesta segunda-feira (14) na tentativa de obter apoio para encerrar uma guerra de 52 anos, já que a versão original foi rejeitada em um referendo no mês passado devido a críticas de que ele era favorável demais aos rebeldes.

O documento ampliado e altamente técnico de 310 páginas parece só fazer pequenas modificações no texto inicial, como esclarecer os direitos à propriedade privada e detalhar mais plenamente como os rebeldes serão confinados em áreas rurais por crimes cometidos durante a guerra.

Bogotá e as Farc, que vêm mantendo conversas em Havana há quatro anos, disseram que o novo documento incorporou propostas da oposição, de líderes religiosos e de outros para pôr fim a um conflito que matou mais de 220 mil pessoas e deslocou milhões.

Mudanças substanciais, como impor penas de prisão para líderes rebeldes e lhes barrar o exercício de cargos públicos, não foram incluídas – o que deve irritar o ex-presidente colombiano Álvaro Uribe, que liderou a oposição ao pacto original.

O atual presidente do país, Juan Manuel Santos, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz no mês passado por seu empenho em acabar com a guerra, espera unir a nação com o novo acordo depois de o processo de paz ser ameaçado por sua rejeição no plebiscito de 2 de outubro. Os eleitores colombianos ficaram profundamente divididos, pois muitos temeram que as Farc não seriam punidas e outros ficaram esperançosos de que o entendimento iria consolidar o fim da violência.

"Estamos convencidos de que ler o documento inteiro irá permitir uma compreensão integral e genuína do que foi acertado e que se veja que as mudanças, precisões e ajustes no novo acordo o fortalecem e abordam preocupações e sugestões feitas por muitos setores diferentes da sociedade", disseram o governo a e guerrilha em um comunicado conjunto divulgado nas primeiras horas desta segunda.

O novo pacto não irá prender rebeldes, mas aqueles que confessarem crimes de guerra serão restritos a áreas rurais específicas por entre cinco e oito anos.

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