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Intervencionistas quebram vidro e invadem plenário da Câmara dos Deputados

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INVASO PLENRIO
Lucio Bernardo Jr. / Câmara dos Deputados
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Um grupo de cerca de 40 manifestantes contra a corrupção e que pediam uma "intervenção popular com apoio militar" quebraram a porta do plenário da Câmara dos Deputados e invadiram o local no início da tarde desta quarta-feira (16), interrompendo o andamento de uma sessão não-deliberativa da Casa.

Todos foram retirados do local pela polícia legislativa no fim da tarde. O grupo deixou o plenário acompanhado por policiais e não não houve pessoas algemadas.

A saída foi inicialmente negociada pelo primeiro-secretário da Câmara, deputado Beto Mansur (PRB-SP).

Os manifestantes, identificados com adesivos de visitante da Câmara não quiseram informar o nome do movimento e disseram que são contra a "bandalheira" no Congresso Nacional.

No plenário, gritaram palavras de ordem contra a corrupção e a favor de uma intervenção militar no país, como "general aqui", além do hino nacional e de elogios ao juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato na primeira instância.

"Queremos ajuda dos militares. Estamos chamando uma pessoa, qualquer general, porque qual é a instituição que tem mais credibilidade no País? Não são os militares, a Polícia Federal?", afirmou a jornalistas Jefferson Vieira Alves, empresário da construção civil.

O manifestante não respondeu contra quais medidas o grupo era contra, mas criticou a corrupção. "O Congresso é a Casa mais últil para o País. Ela mesmo rouba, ela mesmo investiga e ela mesma solta", afirmou Jefferson.

Uma mulher chegou a se ferir durante o tumulto. Ao sair do plenário, pelo Salão Verde, os manifestantes foram chamados de "fascistas" e apoiadores do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

Outro manifestante, que se identificou como Antonio, mas não quis informar o sobrenome, também defendeu uma "intervenção do povo". "Eles estão votando contra o povo (…) Querem instaurara o comunismo", afirmou a jornalistas.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que não haveria negociação com os invasores e que eles responderiam por danoso ao patrimônio. "Quem descumpriu a lei vai responder. Aqueles que quebraram patrimônio e obstruíram nossos trabalhos eu determinei que fossem detidos na delegacia legislativa e depois encaminhados", afirmou na retomada da sessão, às 18h30.

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