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Após prisão de Cabral, Freixo diz PMDB governou o Rio como uma 'quadrilha'. Jucá diz que partido 'não se afeta'

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MARCELO FREIXO
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Candidato derrotado na eleição para a prefeitura do Rio de Janeiro, Marcelo Freixo (PSOL) afirmou que a crise financeira no estado, que levou servidores e polícia militar a entrarem em confronto durante uma manifestação nesta quarta-feira (16) é reflexo da gestão do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), preso nesta quinta-feira (17).

"O que ele montou no Rio de Janeiro nos último anos não foi um governo. Foi uma quadrilha. Eles respondem por formação de quadrilha. Formação de quadrilha foi a forma de governar do PMDB que gerou essa imensa crise que atinge a população pobre, o servidor, a população como um todo."

Cabral é alvo da Operação Calculite, considerada um braço da Operação Lava Jato no Rio, baseada na delação premiada do empresário Fernando Cavendish. O ex-governador é acusado de receber um anel de R$ 800 mil em Mônaco como forma de "troca de favores" com a Delta Construções, além de ter feito uma viagem a Paris com o empresário.

Freixo ressaltou que a denúncia que motivou a operação deflagrada hoje envolve desvio de recursos públicos nas obras do Maracanã e do Porto do Açu que geram uma dívida de R$ 220 milhões aproximadamente. Por outro lado, o reajuste da contribuição previdenciária do servidor público faria o estado arrecadar R$ 300 milhões, segundo o socialista. "É evidente que esse pacote das maldades perde qualquer legitimidade", afirmou em referência ao ajuste fiscal em discussão na Assembleia fluminense.

O ex-candidato também lembrou que o PMDB impediu a aprovação de uma CPI em 2012 para investigar desvios de recursos públicos. Ele exigiu ainda a lista completa das empresas que receberam benefícios fiscais.

Garotinho preso. Rosinha no ataque

A prefeita de Campos dos Goytacazes, Rosinha Garotinho (PR) afirmou que a prisão de seu marido, o ex-goverandor do Rio Anthony Garotinho (PR) aconteceu em retaliação a denúncias que ele teria feito contra integrantes do PMDB fluminense.

"Isso é retaliação porque ele entregou na PGR (Procuradoria-Geral da República) um documento com mais de 10 mil páginas com provas contra o ex-governador Sérgio Cabral, contra (Luiz Fernando) Pezão, contra o presidente da Assembleia, o ex-presidente da Assembleia e outras pessoas e outros poderes que ele denunciou com provas", afirmou em entrevitas à Rádio Gaúcha.

Rosinha se refere ao atual governador do Rio, Pezão e ao presidente da Assebleia legislativa fluminense, Jorge Picciani (PMDB).

Ela disse ainda que Garotinho foi preso "por alimentar o povo pobre" e "não por roubo". O ex-governador e secretário de governo da cidade de Campos dos Goytacases foi preso nesta quarta-feira (16) na Operação Chequinho, que apura a compra de votos durante a eleição do dia 2 de outubro.

De acordo com a PF, era colhidos documentos de eleitores para cadastrar eleitores no Cheque Cidadão. O volume de benefícios do programa subiu mais de 100% desde junho de 2016.

'PMDB não se afeta'

Presidente do PMDB e novo líder do governo de Michel Temer, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) minimizou a prisão durante entrevistas a jornalistas.

"O partido não se afeta. Essa questão do Sérgio Cabral é algo restrito. É importante que se dê ao ex-govenrador o direito de defesa. Nós não vamos personalizar nem no partido, nem no Rio de Janeiro. É importante que os fatos sejam investigados com profundidade e a partir daí com a convicção do julgamento na Justiça. Seria injusto antecipar qualquer julgamento se a gente desconhece os motivos da prisão."

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