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Amigos Nunca Mais: Dilma e Temer negam aliança com Sérgio Cabral

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DILMA CABRAL TEMER
Montagem/Agência Brasil
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Tanto a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) quanto o governo do presidente Michel Temer (PMDB) se esforçaram para negar proximidade com o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB), preso nesta quinta-feira (17) .

No Palácio do Planalto, o discurso oficial foi unânime em reforçar que Temer, que presidiu o PMDB por 15 anos, sempre fez parte de um grupo oposto ao de Cabral e que a ala carioca do partido sempre foi independente.

No entanto, os governistas aproveitaram para dizer que se a Lava Jato tivesse interferência do governo, não teria atingido um dos caciques do partido. O porta-voz do governo, Alexandre Parola, reforçou a justificativa: “o governo reafirma que não há interferência na Operação Lava Jato”.

A assessoria de Dilma fez o mesmo trabalho de mostrar que ela e Cabral não têm relações.

"Sérgio Cabral Filho jamais foi aliado da ex-presidente da República. Tanto é verdade que, nas eleições presidenciais, ele fez campanha para o principal adversário de Dilma nas eleições de 2014: o senador Aecio Neves (PSDB-MG).

Durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff, Sérgio Cabral orientou seus liderados no PMDB a votarem favoravelmente ao afastamento dela da Presidência da República”, diz trecho da nota.

Em outros momentos, tanto Temer quanto Dilma se esforçaram em mostrar publicamente um bom relacionamento com Cabral.

Um ano após a chapa Dilma e Temer ter sido reeleita, o então vice-presidente articulou encontro com o ex-governador e outras lideranças da legenda local para pedir apoio na recondução ao comando do partido.

Na mesma época, Cabral já havia se declarado contrário ao impeachment em prol da então aliada Dilma Rousseff. O PMDB do Rio, comandado por Cabral, só se afastou da petista em março deste ano, quando o impeachment já parecia consolidado.

Cabral também foi um dos responsáveis por emplacar Leonardo Picciani no comando do Ministério do Esporte, quando Temer assumiu o governo. Outro que esteve cotado para o cargo foi o filho de Cabral, Marco Antônio Cabral, secretário estadual de Esporte.

Prisão

O ex-governador do Rio foi preso na manhã desta quinta-feira na Operação Calicute, um braço da Lava Jato. Ele é suspeito de desviar recursos públicos em obras do governo. O prejuízo é estimado em mais de R$ 220 milhões.

No fim da tarde, Cabral foi recebido no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, com fogos de artifícios por manifestantes que comemoravam sua prisão.

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