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Mudança de planos: Doria deve manter limite de pista local das marginais e reajuste parcial de tarifa de ônibus

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JOAO DORIA
ASSOCIATED PRESS
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O novo prefeito de São Paulo, o empresário João Doria (PSDB), está revendo duas das principais promessas de sua campanha eleitoral: o aumento do limite das marginais e o congelamento das tarifas de ônibus em 2017.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo desta sexta-feira (18), o novo prefeito deve manter o limite de 50 km/h nas pistas locais das marginais Tietê e Pinheiros, diferente do que tinha prometido em campanha, que mudaria para 60 km/h assim que assumisse.

A guinada, segundo o jornal, teria sido motivada por pressão de vários setores. Estudos da equipe do tucano também indicaram que não seria viável adotar um limite padrão de 60 km/h por causa do grande fluxo de carros e pedestres de shoppings e centros empresariais de algumas regiões.

O plano agora é aumentar o limite somente em alguns trechos, e não mais de todas as vias. Já as vias expressas, a promessa deverá ser mantida e o limite pulará de 70 km/h para 90 km/h.

Passagens congeladas

Outra promessa que o tucano está avaliando mudar é a tarifa de ônibus congelada em 2017. Segundo a Folha, ele estuda fazer um reajuste "parcial", aumentando para um valor intermediário entre os atuais R$ 3,80 e os projetados R$ 4,40.

Além disso, Doria deve rever as tarifas gratuitas, que hoje beneficiam estudantes de baixa renda e idosos com mais de 60 anos.

O plano é criar um reajuste para cobrir a elevação dos gastos da prefeitura com as gratuidades, estimadas em mais de R$ 750 milhões para 2017.

O congelamento da passagem de ônibus era uma das principais promessas do tucano. "Não vamos mexer na tarifa no primeiro ano", prometeu Doria no dia seguinte de sua vitória no primeiro turno.

Para cumprir a promessa, o prefeito eleito pediu socorro financeiro a Michel Temer. De acordo com Doria, a manutenção da tarifa nos atuais R$3,80 causaria um impacto entre R$ 500 milhões e R$ 550 milhões para a prefeitura. A reunião aconteceu em outubro e Temer ainda não confirmou ajuda a Doria.

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