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E se Luke fosse uma mulher? Autora de 'Gilmore Girls' afirma que era a ideia inicial da série

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GILMORE GIRLS
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Quando se fala em Gilmore Girls, Luke e Lorelai são um casal que simplesmente não pode ser separado (a não ser para os fãs que torceram para os outros namorados da protagonista).

Mas você consegue imaginar se Luke nunca tivesse existido na trama?
Pare uns segundos.

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É difícil, não é?

Mas de acordo com Amy Sherman-Palladino era esse o plano inicial. O papel interpretado por Scott Patterson foi inicialmente idealizado para ser uma personagem feminina chamada nada menos que Daisy - já pode imaginar as expressões rabugentas do dono do Luke’s Diner com milhares de girassóis em torno dele.

Dai os primeiros diálogos serem neutros e o ~clima~ entre Luke e Lorelai só se concretizar tão à frente nos episódios.

"Luke era originalmente um personagem feminino. A produção veio até a mim e disse que precisamos de outro homem no elenco, então eu literalmente só peguei um personagem e mudei o nome, nem mesmo mudei nenhum diálogo porque eu sou preguiçosa", contou a autora em entrevista à revista Entertainment Weekly.

Na verdade, o esquete romântico surgiu por acaso, como explicou a criadora. A relação entre os dois estava bem clara desde o começo: ela precisa de café, ele o servia. Sem questionamentos. Até que em uma determinada cena, todo mundo no estúdio percebeu que existia uma química diferente entre Lauren Graham e Scott Patterson.

A autora completa:

"Fizemos algumas cenas e eles simplesmente tinham a química. Foi no episódio em que eles estavam no mercado e Lorelai está espionando Dean que tivemos a certeza. Luke estava lá e eles tinham essa cena que não significava nada, mas que mudou tudo."

Ainda em entrevista à EW, a atriz que interpreta Lorelai disse que o casal não era uma conclusão tão óbvia assim.

"Não parecia 'Oh, definitivamente eles têm interesses amorosos. É apenas essa química estranha que tivemos em termos de sermos os opostos completos, e também este conflito claro de que ele tem a coisa que ela mais quer - que é o café. Mas naqueles primeiros anos, a Lorelai teve muitos namorados diferentes. Jon Hamm era um deles. Nós tivemos o Max Medina. A história poderia ter acontecido de inúmeras maneiras. Mas teve essa coisa desses dois personagens juntos que eles continuaram revivendo e continuou crescendo."

Scott Patterson não discorda. Para ele, os atores simplesmente têm uma sincronia.

"Você nunca sabe sobre esse tipo de coisa. Você pode colocar as duas pessoas mais talentosos do mundo juntas na tela, e por algum motivo, simplesmente não funciona. Eu sabia desde o momento em que nos conhecemos, e eu sabia que ia funcionar na tela. Nós apenas tivemos nosso ritmo. "

E essa não foi nem de longe a única mudança da série. Sherman-Palladino também confessou ter imaginado originalmente a personagem de Melissa McCarthy, Sookie, como uma mulher lésbica:

"As coisas eram diferentes naquela época. As redes de televisão eram muito diferentes em quão permissivas elas permitiriam que você fosse. Então, Sookie era originalmente gay, mas não funcionou naquela época", afirmou a autora no ATX Television Festival, em 2015.

Não tem jeito, as tramas da série vão estar pra sempre em nosso imaginários. Enquanto isso, seguimos ansiosos com a estreia do revival Gilmore Girls: Um Ano Para Recordar, disponível a partir de 25 de novembro na Netflix.

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