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Roberto Freire confirma que é novo ministro da Cultura de Temer e pede transição com Marcelo Calero

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Luis Macedo - Câmara dos Deputados
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O deputado federal e presidente do PPS, Roberto Freire (SP) foi convidado nesta sexta-feira (18) pelo presidente Michel Temer para comandar o Ministério da Cultura. O deputado confirmou ao HuffPost Brasil que recebeu uma ligação do presidente para suceder Marcelo Calero, que pediu demissão na manhã de hoje.

"O presidente já tinha me feito esse convite antes, mas por conta de redução de ministério, houve um certo atropelo naquela oportunidade e eu segui na luta pelo impeachment de Dilma Rousseff, que ainda estava em curso no Congresso Nacional", disse.

Freire tem uma reunião com Temer na segunda-feira (21) para definir a data da posse e se inteirar da situação do ministério. "Pedi ao presidente para avisar ao Calero que eu gostaria de conversar com ele para fazer a transição e ver como as coisas estão."

Esta será a segunda pasta ocupada pelo PPS no governo Temer. O partido já tem o comando do Ministério da Defesa, que está nas mãos de Raul Jungmann.

Do Partido Comunista do Brasil à aliança com o DEM

Pernambucano, Roberto Freire fez sua estreia na política em 1972 na disputa pela prefeitura de Olinda, a qual acabou derrotado. Em 1974, a história mudou e Freire passou a cultivar um vasto currículo político, foi deputado estadual uma vez, federal sete vezes, senador uma vez e candidato à Presidência da República em 1989.

Ele iniciou a carreia política como um grande ícone da esquerda nordestina, mas passou por várias transformações ao longo dos últimos anos. De ex-comandante do Partido Comunista Brasileiro, Freire se aliou ao DEM em duas eleições.

Foi líder do ex-presidente Itamar Franco, fez campanha para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 1994, em 1998 e 2002 endossou a candidatura de Ciro Gomes. Em 2004, rompeu com Lula e passou para oposição.

Neste ano, ele foi um dos principais articuladores do impeachment de Dilma e fiadores do governo do presidente Michel Temer.

"É importante ter a consciência de que caberá a esse conjunto de forças políticas dar sustentação e apoio ao governo que emergirá após o provável impeachment de Dilma, assim como ocorreu em 1992. (...) Uma eventual nova gestão terá o desafio de levar a cabo uma série de reformas estruturantes que não podem mais ser adiadas e, para tanto, precisará da contribuição de todos aqueles verdadeiramente comprometidos com o país”, afirmou em artigo publicado no Blog do Noblat, em abril.

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