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'The Crown': 8 pontos que tornam a nova série da Netflix imperdível

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THE CROWN
Reprodução/Netflix
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Com dez capítulos e um mega-orçamento, a série The Crown, disponível na Netflix desde do último dia 4, conta a história de Sua Majestade, a rainha Elizabeth II.

Escrita por Peter Morgan, roteirista de filmes como A Rainha e Frost/Nixon, e com os primeiros capítulos dirigidos por Stephen Daldry, de O Leitor e As Horas, a série tem foco no relacionamento da rainha com o príncipe Philip, em seus primeiros e tensos anos casamento.

Todos que acompanham as novidades da família real britânica estão de olho no seriado. O produtor Andrew Eaton disse ao HuffPost UK que quis mostrar “as dificuldades, a posição singular em que eles se viram, como a rainha era jovem quando teve que encarar o papel de monarca”.

claire foy e matt smith
Claire Foy e Matt Smith representam o casal feliz destinado a exercer papéis tremendos

Mesmo que você não seja frequentador assíduo de St. James Court, há muito o que curtir na série. Por exemplo:

1. Os lugares.

Desde os corredores majestosos do Palácio de Buckingham até as “highlands” escocesas, passando por um safári no Quênia, nenhuma despesa foi poupada. Alguma vez você já se perguntou como vive a outra metade da população? Aqui você verá como vive o outro 0,00001% (recorrente).

O roteiro.

Peter Morgan acertou em cheio mais uma vez. Exatamente como fez com A Rainha, Rush e Frost/Nixon, o roteirista londrino entremeou perfeitamente o registro pessoal com o político, de modo que cada fala é uma metáfora para expressar outra coisa inteiramente. É preciso prestar muita atenção para acompanhar tudo, e vale a pena.

3. A voz de Claire Foy.

Representando a rainha quando jovem, Claire Foy (que já tinha nos conquistado com seu trabalho em Wolf Hall) não parece inteiramente convincente. Sim, Elizabeth era bela aos 20 anos, mas não com a beleza frágil e delicada de Claire. Até que Claire abre a boca – e então temos sua Majestade encarnada.

rei george vi
Jared Harris rouba a cena nos dois primeiros capítulos, no papel do adoentado rei George VI

4. O sorriso de Matt Smith.

Quando ex-protagonista de Doctor Who foi chamado para atuar em The Crown, admito que duvidei que ele tivesse a garra necessária para representar o audaz Duque de Edimburgo. Eu estava enganada. De alguma maneira, Matt parece ter acrescentado alguns anos de vida a seu visual, juntamente com a seriedade necessária, um toque de beleza e uma mecha de cabelo loiro que lhe cai bem.

Além disso, a química entre os dois protagonistas nos recorda por que o então príncipe Philip da Grécia se dispôs a abrir mão de uma carreira naval que ia de vento em popa e por que a princesa Elizabeth se sentiu tão sortuda por tê-lo como seu parceiro.

5. Jared Harris rouba a cena no papel do Rei.

Já vimos o premiado com o Oscar Colin Firth no papel do rei George VI, mas o astro de Mad Men está profundamente convincente aqui com sua versão própria do rei, um personagem mais velho, mais vulnerável, mas astuto.
Pip Torrens no papel de Tommy Lascelles.

Depois que você tiver superado o aspecto um pouco assustador do secretário particular da rainha, passará o resto do tempo tentando lembrar – “onde foi que já vi...?”. A resposta é “onde foi que você já NÃO o viu?”.

6. Pip Torrens.

É uma de nossas opções mais procuradas e felizes para papéis coadjuvantes que merecem ser vistos; ele atuou duas vezes na série Midsomer Murders e, mais recentemente, em Poldark, onde fez o tio conspirador de George Warleggan.

7. As observações românticas discretas da princesa Margaret ao capitão Peter Townsend.

Com toda a trama séria da sucessão ocupando o centro das atenções, uma distração romântica agradável é acompanhar a relação secreta que nasce entre a irmã mais nova da rainha (Vanessa Kirby) e o galante oficial Peter Townsend – sob os olhares desaprovadores de Pip Torrens (ninguém lança olhares tão feios quanto esse homem).

É claro que – alerta de spoiler! – a história deles não dá certo, mas vemos como foi doce antes de azedar.

8. John Lithgow no papel de Winston Churchill.

A pièce de resistance, que praticamente sozinha rouba toda a cena do Palácio de Buckingham e seus habitantes.

Sem deixar de reconhecer o grisalho Jeremy Northam no papel de Anthony Eden, é Lithgow em toda a glória da idade quem rouba as atenções, sendo seu melhor momento aquele em que ele dita para uma de suas secretárias pela porta enquanto toma banho de banheira e, de alguma maneira, consegue jogar água sobre ela e então continua a dar baforadas de seu charuto.

Isso, sim, é classe!

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost UK e traduzido do inglês.

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