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Juiz acusa Garotinho de oferecer R$ 6,5 milhões para tentar evitar prisão

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ANTHONY GAROTINHO
Inácio Teixeira / Coperphoto
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Responsável pela prisão preventiva do ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PR), o juiz da 100ª Zona Eleitoral de Campos, Glaucenir Silva de Oliveira, afirmou que Garotinho ofereceu "quantias milionárias" para tentar evitar a detenção.

Secretário de governo de Campos de Goytacases (RJ), Garotinho foi preso na última quarta-feira (16), em seu apartamento no Flamengo, Zona Sul do Rio, na Operação Chequinho. Ele é suspeito de compra de votos utilizando-se o Cheque Cidadão, programa de complemento de renda.

De acordo com relato feito por Oliveira à Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro (PRE/RJ), o ex-governador e o filho dele Wladimir Matheus teriam oferecido R$ 1,5 milhão e R$ 5 milhões, por meio de terceiros, com o objetivo de influenciar decisões judiciais.

A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio (PRE/RJ) requereu à Polícia Federal a abertura de um inquérito para apurar o caso.

Segundo procurador regional eleitoral Sidney Madruga, há também denúncias de tentativa de interferência no trabalho da Polícia Federal e de "ameaças veladas" a um promotor eleitoral em Campos.

“Os fatos serão apurados, em caráter urgente, pelo Ministerio Publico e Polícia Federal, pois a situação retratada pelo Magistrado é extremamente grave", afirmou o procurador. "Essas tentativas de obstrução da Justiça não ficarão impunes", completou.

Hospital

Garotinho foi transferido no início da madrugada deste sábado (19) do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, para um hospital particular na Zona Norte do Rio. Ele foi levado em uma ambulância por volta de 0h10.

A transferência foi autorizadas pela ministra Luciana Lóssio, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e será analisada pelo plenário da Corte na próxima terça-feira.

Ela determinou que o ex-governador deverá arcar com os custos do hospital particular. O Ministério Público Estadual instaurou nesta sexta-feira um procedimento para apurar privilégios de Garotinho no Hospital municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, onde estava antes de ser transferido para Bangu.

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