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Haddad fala em 'saudade' da prefeitura e prevê política entre direita e extrema-direita

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fernando haddad

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), falou à Folha de S. Paulo, em matéria publicada nesta segunda-feira (21), e deu sua visão sobre as recentes eleições americanas, sobre os motivos que levaram ao impeachment de Dilma Rousseff, mas também sobre sua derrota para João Doria (PSDB).

Para o prefeito, não há como entender a eleição de Trump sem lembrar da globalização. Para ele, os trabalhadores foram os grandes derrotados do processo de produção liberal, com as empresas acumulando todos os lucros. "E você tem a emergência de forças ultraconservadoras de viés nacionalista, com a classe trabalhadora tradicional reagindo aos efeitos deletérios da globalização pela direita. Hoje a disputa, em escala global, inclusive na periferia do sistema, se dá entre a direita e a extrema direita".

Sobre a queda de Dilma, Haddad traça um paralelo com os protestos de 2013 e a resposta ineficiente dada pelo governo petista. "A leitura completamente equivocada do governo e do PT sobre [os protestos] de 2013. Ela foi a de que tínhamos garantido o pão e que o povo tinha saído às ruas para pedir a manteiga. Essa expressão eu ouvi, na época, de alguém muito importante".

O alguém "muito importante", é explicitado na entrevista, é o ex-presidente Lula.

Ele afirma ainda que seu oponente e vitorioso em primeiro turno em São Paulo, João Doria, soube ler as demandas da periferia, como tarifa de ônibus congelada, abrandar fiscalização das infrações dos motoristas e ampliar as velocidades nas marginais. E, na visão do prefeito, as denúncias e as prisões de membros do seu partido foram uma "fragmentação do nosso campo [esquerda]".

"Eu queria ficar mais quatro anos como prefeito. Queria. Do MEC [que comandou no governo Lula] eu sinto nostalgia. Daqui eu vou sentir saudades. Porque eu gosto de ser prefeito e queria ficar".

Ler toda a história em Folha de S. Paulo

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