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Donald Trump volta atrás e desiste de processar Hillary Clinton por causa de e-mails

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HILLARY TRUMP
Reuters Staff / Reuters
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O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, não irá conduzir investigações contra sua ex-adversária na disputa pela Casa Branca Hillary Clinton sobre o uso pela democrata de um servidor particular de email quando era secretária de Estado nem sobre o instituto de caridade da família Clinton.

Durante a acirrada campanha presidencial dos EUA, o republicano Trump prometeu prender Hillary, e multidões presentes a seus comícios costumavam gritar "prendam-na". Trump agora acredita que Hillary "já passou pelo bastante", disse a emissora MSNBC nesta terça (22), citando fontes não identificadas.

Ao comentar a reportagem em uma entrevista com a MSNBC, a assessora de Trump Kellyanne Conway não negou a notícia nem indicou que estaria incorreta.

"Hillary Clinton ainda tem que enfrentar o fato de que a maioria dos americanos não a acham honesta e confiável, mas se Donald Trump pode ajudá-la a curar as feridas, então talvez seja o melhor", disse a assessora do presidente eleito em entrevista ao programa "Morning Joe", da MSNBC.

Durante a campanha, pesquisas de intenção de voto apontaram que muitos americanos não consideram Hillary uma pessoa confiável.

O FBI investigou o uso por Hillary de um servidor particular de emails durante o período em que era secretária de Estado do governo do presidente Barack Obama, e concluiu que os atos dela foram descuidados, mas que não havia base para apresentar denúncias.

A Fundação Clinton também foi investigada devido às doações que recebeu enquanto Hillary era secretária de Estado.

Hillary reconheceu que o uso de um servidor particular de emails foi um erro e negou ligações entre doadores da fundação e seu trabalho como secretária de Estado. Não houve evidências de que doadores para a fundação obtiveram favores do Departamento de Estado sob a liderança de Hillary.

O Congresso pode pedir uma investigação própria independente da decisão de Trump de apontar ou não um investigador especial, como prometeu durante a campanha.

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