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Ministro sob suspeita é defendido por homens fortes do governo Temer

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GEDDEL VIEIRA LIMA
Valter Campanato /Agência Brasil
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O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o líder do governo na Câmara, deputado André Moura (PSC-SE) saíram em defesa do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, nesta terça-feira (22).

Articulador político do presidente Michel Temer, Geddel é alvo de processo na Comissão de Ética da Presidência da República acusado de pressionar o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero de pressão para obter favores pessoais.

De acordo com Calero, o peemedebista o pressionou para que o o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão do MinC, produzisse um parecer favorável a um empreendimento na zona nobre de Salvador, no qual Geddel em uma promessa de compra. Calero disse que o caso motivou sua decisão de pedir demissão na última sexta-feira (18).

Líderes da base se reuniram com Geddel no Palácio do Planalto no final da manhã em demonstração de apoio e irão entregar um manifesto formal no final da tarde. "Estão fazendo tempestade em um assunto tão pequeno enquanto temos assuntos muito maiores no Brasil. É um assunto para nós superado", afirmou Moura a jornalistas.

Na avaliação do líder do governo, Geddel tratou da liberação da obra de maneira informal e entre dois colegas.

O presidente do Senado também minimizou a denúncia. "Esse é um fato superado. Parece que houve uma interpretação indevida. O bom é que isso fique para trás e que a convergência seja novamente construída", afirmou Renan a jornalistas.

A permanência de Geddel no governo foi defendida ainda pelo presidente da Câmara. “O ministro Geddel tem apoio do parlamento, tem confiança do parlamento, tem exercido papel fundamental para o governo na articulação política”, afirmou após evento em São Paulo. Ele negou que o caso caracterizasse tráfico de influência.

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