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Seis ocasiões em que Michelle Obama defendeu a saúde mental

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Nos oito anos em que foi primeira-dama, Michelle Obama se certificou de que todos soubessem qual era sua posição em relação à saúde mental.

Ela não só lançou iniciativas para apoiar quem sofre de doenças mentais como também incentivou o país a discutir o assunto e procurar ajuda profissional, reduzindo o estigma dessas doenças.

Veja abaixo seis ocasiões em que Michelle Obama defendeu mudanças e detonou o estigma que cerca as doenças mentais.

michele obama
Michelle Obama foi uma grande defensora da saúde mental durante seus anos na Casa Branca.

1. Quando ela falou sobre a saúde mental das crianças.

Os adultos não são os únicos que sofrem de doenças mentais – algo que Michelle Obama sempre fez questão de deixar claro.

Apoiando o esforço do duque e da duquesa de Cambridge para aumentar a conscientização a respeito da saúde mental infantil, a primeira-dama escreveu um ensaio comovente sobre a importância do envolvimento dos pais no bem-estar emocional das crianças.

“Temos de aprender a identificar os sinais de questões de saúde mental.

Temos de ter a coragem de ter conversas difíceis com amigos e parentes – e buscar ajuda quando precisemos”, escreveu a primeira-dama num blog do HuffPost UK.

2. Quando ela instou os veteranos a se tratar de TEPT.

Em 2011, Obama se uniu a Jill Biden para criar a Joining Forces, uma iniciativa que tem, entre seus focos, o incentivo para que veteranos de guerra busquem tratamento de saúde mental para o TEPT (transtorno do estresse pós-traumático).

A primeira-dama acredita que os veteranos saibam que é OK procurar ajuda.

“Quando encontramos alguém que está passando por dificuldades... temos de criar uma cultura de braços abertos e aceitação, para que eles se sintam à vontade dizendo:

‘Sou veterano. E, a propósito, preciso de ajuda’”, disse ela à revista Glamour em 2015. “Isso é algo que temos de fazer neste país em relação à saúde mental como um todo – acabar com o estigma.”

3. Quando ela defendeu o cuidar de si mesmo.

As pessoas costumam colocar as necessidades dos outros antes das suas próprias, e isso muitas vezes significa negligenciar sua saúde mental. Isso é especialmente verdadeiro para as mulheres, disse Michelle Obama.

“As mulheres em particular precisam ficar de olho em sua saúde física e mental, porque se estamos correndo de um lado para o outro não temos tempo para cuidar de nós mesmas”, afirmou ela, segundo a Vogue.

“Precisamos nos colocar no alto das nossas listas de tarefas.”

4. Quando ela comparou saúde mental e saúde física.

A primeira-dama deixou clara a hipocrisia da vergonha que cerca a saúde mental, comparando-a com saúde física num discurso de 2015.

“Quando se trata de um problema de saúde mental, costumamos tratá-lo de forma diferente de outras doenças, como câncer, diabetes ou asma”, disse ela.

“Se a doença afeta o coração, a perna ou o cérebro, ainda é uma doença e não deveria haver distinção.”

5. Quando ela normalizou a terapia.

No mesmo discurso, Michelle Obama elogiou os benefícios do apoio profissional.

“É hora de dizer para todos que lidam com questões de saúde mental que eles não estão sozinhos e que buscar apoio e tratamento não é sinal de fraqueza, é sinal de força”, disse ela.

6. E quando ela destruiu os estereótipos negativos a respeito de saúde mental.

A primeira-dama não aceita preconceito contra quem sofre de doenças mentais. Em entrevista este ano para a revista Prevention, ela disse achar o estigma desconcertante e defendeu aceitação. Acima de tudo, ela ressaltou que doenças mentais não significam que a pessoa seja fraca ou tenha defeitos.

“O estigma em torno do diálogo a respeito de doenças mentais e ajuda simplesmente não faz sentido”, afirmou a primeira-dama. “É uma questão que afeta todos nós.”

Vamos sentir saudade, primeira-dama. Tanta saudade.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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