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Por corrupção, MP da Espanha pede prisão de 2 anos para Neymar

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NEYMAR
Albert Gea / Reuters
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A acusação e a Procuradoria espanhola pediram nesta quarta-feira uma pena de prisão para o atacante do Barcelona Neymar por suposto crime de corrupção nas negociações para sua contratação pelo clube catalão entre os anos de 2011 e 2013.

Os representantes do fundo brasileiro DIS, que era proprietário de 40% dos direitos federativos do jogador, disseram na quarta-feira (23) que solicitaram penas de até cinco anos de prisão para Neymar, o pai do jogador, o atual presidente do Barcelona, Josep Maria Bartomeu, e o ex-presidente do clube Sandro Rosell, sem especificar quantos anos para cada um.

Em um comunicado para informar sobre a apresentação de sua acusação ante o juiz que conduz o caso na Justiça espanhola, o DIS pediu a inabilitação profissional de todos os acusados e o pagamento de uma multa de 195 milhões de euros (R$ 700 milhões) a ser paga pelo Barcelona.

Os procuradores espanhóis, por sua vez, pediram uma pena de dois anos de prisão para o atacante brasileiro e de cinco anos para o ex-presidente Rosell, de acordo com a mídia espanhola, que citou um documento da procuradoria. Segundo a agência Ansa, a justiça espanhola pede também que o Barça pague uma multa no valor de 8,4 milhões de euros (R$ 30 milhões).

Não foi possível fazer contato de imediato com a Procuradoria para confirmar a informação.

O Caso

O processo contra Neymar na Audiência Nacional foi reaberto em outubro, por ordem da quarta seção penal da corte, após ter sido engavetado pelo juiz José de la Mata. A controvérsia deriva de uma causa aberta em 2015 pelo fundo de investimentos DIS, que tinha 40% dos direitos do craque.

A empresa diz ter sido prejudicada ao não receber nenhuma parte dos 40 milhões de euros pagos pelo Barcelona ao craque e seu pai em 2011 a título de prioridade na contratação. A quantia foi desembolsada sem o conhecimento da junta diretiva do clube, da DIS e do próprio Santos, com quem Neymar tinha contrato em vigor.

Segundo a quarta seção da Audiência Nacional, isso teria "alterado o livre mercado de transferência de jogadores".

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