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Sem Geddel, Temer arruma outro problema: Todos os cotados para a vaga têm problemas com o Congresso

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TEMER E MOREIRA FRANCO
Beto Barata/Presidência
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O pedido de demissão de Geddel Vieira Lima do comando da Secretaria Geral foi anunciado pelo aliado do presidente Michel Temer como uma forma de estancar a sangria, mas gerou outro problema para o Palácio do Planalto. Até o momento, os principais cotados para suceder Geddel apresentam uma longa lista de pontos de negativos.

Em busca de um nome que tenha o mesmo trânsito que o peemedebista tinha no cargo, Temer tem considerado praticamente quatro opções: o secretário-executivo do Programa de Parceria e Investimento, Moreira Franco, algum parlamentar da base, o deputado Rogério Rosso (PSD-DF) e o assessor especial Rocha Loures.

Essas são as principais opções em discussão entre Temer e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Os dois, porém, dizem a interlocutores que estão abertos a analise para outras indicações.

O principal entrave para bater o martelo entre um desses três é que há uma série de resistências no Congresso. Estar sob investigação judicial é um dos critérios de classificação na lista.

O preferido, Moreira Franco, é um dos homens fortes do presidente e seria agraciado com o foro privilegiado, algo que já estava em avaliação no governo. O problema, porém, é que o secretário é citado na Lava Jato e está na mira do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Quando deixou a Câmara dos Deputados, Cunha atrelou Moreira a irregularidades na obra do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, e na Caixa Econômica. Entre 2007 e 2010, Moreira foi vice-presidente de Fundos e Loterias do banco.

Por causa das denúncias, Moreira manteria a secretaria no centro da crise, com o desgaste das investigações. O Planalto teme ainda que ele seja citado na delação da Odebrecht.

Além disso, há resistências a Moreira no Congresso. A própria bancada do PMDB na Câmara não o tolera. O grupo não o reconheceu como representante na Esplanada quando ele foi escolhido por Dilma para ser ministro da Secretaria de Aviação Civil.

Presidência da Câmara

A escolha de um deputado da base tem relação direta com a disputa pela presidência da Câmara dos Deputados. Nesse bojo, entram integrantes do PSDB e do centrão. A escolha do parlamentar também esbarra no “critério técnico” da imunidade perante à Justiça e no bom trânsito.

Nesse cenário, a habilidade política é o que impulsiona e ao mesmo tempo derruba o líder do PSD, Rogério Rosso. Tido como um dos ícones do centrão, o deputado foi derrotado na disputa pelo mandato tampão na presidência da Câmara por Rodrigo Maia (DEM-RJ) - candidato do Planalto. Nos bastidores, a habilidade política de Rosso, entretanto, é questionada por aliados.

Outro que poderia assumir o cargo, Rocha Loures é criticado por não ser um nome forte. Embora já tenha desempenhado a função de articulação na secretaria de Relações Institucionais, não tem o peso político que o cargo exige.

Super ministro

Com a promessa de Geddel de seguir ajudando o governo fora do Planalto e o histórico da articulação sempre ter sido feita também pelo próprio presidente e pelo ministro da Casa Civil. Uma saída já ventilada seria que Padilha acumulasse os cargos.

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