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Temer reage à suposta gravação de Calero: 'agressiva', 'clandestina' e ‘irrazoável'

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Michel Temer, president of Brazil, listens during a Bloomberg Television interview in New York, U.S., on Monday, Sept. 19, 2016. Temer expects significant budget savings only after 2020 from a pension reform proposal he intends to present to Congress before year-end, the country's pension secretary said in an interview. Photographer: Christopher Goodney/Bloomberg via Getty Images | Bloomberg via Getty Images
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A possibilidade de o ex-ministro da Cultura Marcelo Calero ter gravado conversas nas quais ele se sentiu pressionado a resolver o problema pessoal do ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima irritou o presidente Michel Temer. Segundo a Folha de S.Paulo, em entrevista a jornalistas, o presidente considerou a atitude 'agressiva', 'clandestina' e ‘irrazoável’.

"Eu acho que gravar clandestinamente é irrazoável, é quase indigno. O ministro gravar o presidente é gravíssimo. Se gravou, eu espero que essa gravação venha à luz e eu vou pedir que venha à luz”, afirmou.

Temer afirmou ainda que pedirá ao Gabinete de Segurança Institucional que grave as audiências. "Assim, aproveitando uma agressiva, clandestina e irrazoável iniciativa, podemos fazer de um limão uma limonada.”

Na sexta-feira (25), o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, informou que a Polícia Federal vai investigar se o presidente foi gravado.

Em depoimento prestado à Polícia Federal, Calero disse que o presidente o “enquadrou” para achar uma saída para o problema de Geddel. O ex-ministro da Secretaria de Governo tem uma promessa de compra de um imóvel de luxo, avaliado em R$ 2,5 milhões, em um empreendimento embargado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Aos jornalistas, Temer alegou que havia um conflito administrativo entre o Iphan da Bahia e o Iphan nacional.

À imprensa, Calero justificou a demissão devido a pressão que Geddel teria feito para que a obra fosse liberada. Após a notícia de que as conversas teriam sido gravadas, Geddel também pediu demissão.

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