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Começa o júri popular de Elize Matsunaga. Defesa luta pela guarda da filha

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eliza marcos matsunaga

Começou nesta segunda-feira (28) o júri de Elize Matsunaga, de 34 anos, presa desde 2012 por matar e esquartejar o marido, o empresário Marcos Kitano Matsunaga, do grupo Yoki. Quatro mulheres e três homens compõe o conselho de sentença, e o julgamento pode levar até cinco dias. A expectativa é de que a sentença seja definida apenas na sexta-feira.

Para o Ministério Público Estadual (MPE), Elize matou o ex-marido para ficar com o dinheiro de um seguro avaliado em R$ 600 mil. Segundo o promotor José Carlos Cosenzo, a suspeita é de que outra pessoa ajudou Elize.

Defesa e acusação

Ré confessa, Elize tenta provar praticou um crime passional após briga doméstica. Para a defesa, a ré matou Marcos para se defender das agressões do empresário, acabou se desesperando e, então, cometeu o esquartejamento após dar um tiro no ex-marido.

Para a acusação, a tese é de que Elize agiu de forma premeditada. Para promotor José Carlos Cosenzo, a luta será pela condenação máxima: "O processo está dentro daquilo que a gente precisava. Teremos um trabalho sério na defesa da vida", afirmou. Homicídio triplamente qualificado, com motivo torpe (vingança e dinheiro) e meio cruel (esquartejado com vida e sem chances de defesa).

Carta à filha e luta pela guarda

Impedida pela Justiça de São Paulo de ter contato com sua filha desde 2012, Elize Matsunaga escreveu escrever uma carta para a menina antes de ser levada a júri popular.

“Mesmo não estando ao seu lado agora filha, quero que saiba que você tem uma mãe que te ama muito, não só no plano físico, e que respeitará suas escolhas e um dia, se você quiser, conversaremos sobre tudo o que houve, a situação lamentável e infelizmente irreversível que nos afastou fisicamente, apenas fisicamente, pois meu coração está contigo, com a criança que me ensinou verdadeiramente o que é amor”, escreveu Elize.

A defesa vai tentar a guarda da filha de Marcos e Elize. Diz a Veja São Paulo:

Elize, mesmo se for condenada a décadas, pode obter uma vitória na questão da guarda. De acordo com os advogados, o maior temor de sua cliente não é a possibilidade de ficar na cadeia, mas o risco de não ver mais a filha. Em setembro, ela desabou em lágrimas durante uma audiência de custódia no Fórum de Tremembé ao ser questionada pelo juiz se ainda deseja a guarda. Pessoas com acesso ao presídio contam que a detenta mantém fotos da criança em seus livros de oração, na cela.

As testemunhas

A lista de testemunhas inclui peritos, babás, detetive, reverendo, médicos legistas, policiais, empregada e parentes do casal. São 21 pessoas indicadas pela acusação e defesa.

O juiz

O juiz Adilson Paukoski Simoni, da 5ª Vara do Júri da Capital, foi quem condenou o ex-seminarista Gil Rugai a 33 anos e 9 meses de prisão pelo assassinato de seu pai, Luiz Carlos Rugai, e sua madrasta, Alessandra de Fátima Troitino.

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