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'Por aqui só se escuta o som do vento', conta morador de Chapecó

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Na cidade de Chapecó, no interior de Santa Catarina, o clima é de luto e consternação. Torcedores, familiares da vítima e moradores da cidade começaram a chegar à Arena Condá, sede do time.

Morador de Chapecó, o professor da Universidade Federal da Fronteira Sul Carlos França descreve a cena: "Tristeza absurdamente grande. Por aqui só se escuta o som dos ventos e alguns carros. A cidade está em choque".

"A cidade vivia um momento grandioso, o time pequeno foi reconhecido e o sentimento de orgulho é algo indescritível. Conhecendo o povo, sei que vamos chorar as perdas, enterrar esses guerreiros, viver o clima pesado das ruas, mas aos poucos vamos nos reerguer. Juntos somos mais fortes", resume a servidora pública federal, Louseane Vidi.

"A sensação é a de que um terremoto abalou Chapecó. Um terremoto nos brios de uma cidade que vibrava e crescia junto com o seu time. Uma cidade de interior que se via como grande - como de fato é - porque se espelhava no seu grande time e sabia que, tal como a Chape, não encontraria limites para crescer", relata o promotor Eduardo Sens Dos Santos em depoimento no seu Facebook.

De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, por volta das 9h mais de 500 pessoas se reuniram em torno do estádio para orar.

chapeco

A prefeitura da cidade decretou luto oficial de 30 dias após a tragédia, suspendendo todas as festividades de Natal e Ano Novo.

Em decorrência do acidente envolvendo a equipe da Chapecoense e jornalistas, a Administração Municipal informa:- Estão suspensas as aulas na Rede Municipal de Ensino na tarde desta terça-feira (29);
- Decretado luto oficial de 30 dias;
- Estão suspensos todos os eventos e festividades relacionados ao Natal e Ano Novo.

O prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, viaja na tarde desta terça para Medellín, na Colômbia, com equipe médica e jurídica da Chapecoense para auxiliar os sobreviventes do acidente e para agilizar o transporte dos corpos para o Brasil.

"Estamos indo para atender aqueles que estão com vida, e também o mais rápido possível poder trazer os corpos para que as famílias sintam pelo menos o conforto da despedida", disse Buligon a jornalistas em São Paulo.

Duas aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) e uma equipe de profissionais especializados foram disponibilizados para auxiliar no resgate e traslado dos brasileiros vítimas do acidente, informou o Ministério da Defesa.

Tragédia interrompe sonho da Chape

A cidade de Chapecó, em Santa Catarina, e o futebol acordaram de luto nesta terça-feira (29). O acidente com o avião que levava a Chapecoense para a Medellín, na Colômbia, deixou ao menos 71 mortos entre as 81 pessoas que estavam a bordo. As informações anteriores oficiais falaram em 76 e, depois, 75 vítimas.

Além dos jogadores, o avião levava a comissão técnica e funcionários da equipe da Chapecoense, e jornalistas que iriam cobrir o jogo a Copa Sul-Americana na quarta-feira, em Medellín, a primeira internacional da equipe do interior catarinense.

Segundo informações iniciais, o avião teria desaparecido do radar e feito um pouso forçado, devido a uma falha elétrica, em Cerro Gordo, Colômbia. A aeronave estava a apenas cinco minutos de voo do aeroporto mais próximo, mas o piloto teria tentado um pouso antes da chegada, esvaziado os tanques de combustível para evitar uma explosão.

O avião, que havia decolado de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, tinha como destino final o município colombiano de Medellín, onde a Chapecoense disputaria as finais da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, amanhã à noite.

(Com informações da Reuters)

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