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Número de sócios dispara após tragédia. E Chapecoense acha 'merecido' dividir título com Atlético Nacional

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As mostras de solidariedade não param de surgir pelos lados da Arena Condá, em Chapecó. Após as infinitas aberturas dadas por rivais ontem - incluindo um título oferecido por um rival -, o público parece agora fazer a sua parte na reconstrução da Chapecoense.

Isso, no doloroso dia em que são esperadas até 100 mil pessoas para a cerimônia de homenagem às vítimas da tragédia na Colômbia.

Segundo informações oficiais do clube, até as 17h55 desta quarta, 13 mil novos pedidos para inscrição nos programas de sócio-torcedor. Para se ter uma ideia, até ontem, eram cerca de 5 mil associados.

Ao tentar fazer o registro, o torcedor recebe a opção de diversos planos - de R$ 16 a R$ 185 -

"Ontem (terça) abrimos em nosso site o programa de sócio-torcedor. Treze mil sócios querem se associar de fora de Chapecó. Isso demonstra o trabalho que fizemos e que o povo quer colaborar", afirmou o vice-presidente Ivan Tozzo, em entrevista coletiva nesta tarde, relata o jornal Lance!.

Mesmo com o programa de associados em alta, a Chapecoense sofre com problemas inimagináveis. Como, por exemplo, conseguir escalar uma equipe. "Vamos precisar de muito apoio dos clubes. Precisamos de muito apoio para nos reerguermos. Vamos ter que começar tudo do zero. A partir da semana que vem, vamos pensar, mas não temos 11 jogadores para colocar em campo", contou ao Globoesporte.

Título dividido

Equipe que disputaria a final da Copa Sul-Americana de Futebol com o Chapecoense, o Atlético Nacional formalizou à Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) um pedido abrindo mão do título de campeão. O time colombiano sugeriu que o título seja dado à equipe que foi vítima do acidente aéreo nesta terça-feira (29).

A CBF, por sua vez, não concorda com a ideia dos jogadores e dirigentes colombianos. "Conversei com o presidente [da CBF] Del Nero, e ele falou que ia entrar em contato com o presidente da Conmebol e que a opinião dele era de dividir o titulo. Eu acho bom, merecido", afirmou o vice-presidente Ivan Tozzo, segundo relato da ESPN.

Tragédia interrompe sonho da Chape

A cidade de Chapecó, em Santa Catarina, e o futebol acordaram de luto nesta terça-feira (29). O acidente com o avião que levava a Chapecoense para a Medellín, na Colômbia, deixou 71 mortos.

Além dos jogadores, o avião levava a comissão técnica e funcionários da equipe da Chapecoense, e jornalistas que iriam cobrir o jogo a Copa Sul-Americana na quarta-feira, em Medellín, a primeira internacional da equipe do interior catarinense.

Segundo informações iniciais, o avião teria desaparecido do radar e feito um pouso forçado, devido a uma falha elétrica, em Cerro Gordo, Colômbia. A aeronave estava a apenas cinco minutos de voo do aeroporto mais próximo, mas o piloto teria tentado um pouso antes da chegada, esvaziado os tanques de combustível para evitar uma explosão.

O avião, que havia decolado de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, tinha como destino final o município colombiano de Medellín, onde a Chapecoense disputaria as finais da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional, amanhã à noite.

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