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Panelaço contra 'golpe na Lava Jato' toma capitais brasileiras

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Após a Câmara dos Deputados mutilar as 10 medidas contra a corrupção, milhares de moradores das capitais brasileiras protestaram contra o que consideraram um "golpe na Lava Jato". O primeiro panelaço pós-Dilma Rousseff ocorreu na noite desta quarta-feira (30).

As ações dos descontentes foram registradas em bairros nobres de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília.

Desta vez, o presidente do Senado, Renan Calheiros, e o presidente da República, Michel Temer, foram alvo dos manifestantes.

No Rio de Janeiro, a vizinhança do Leblon gritou "Fora, Temer". O panelaço rolou também na Barra da Tijuca e em Copacabana:

Em BH, os críticos aos parlamentares mandaram seu recado com muito barulho:

Os movimentos que lideraram os atos contra Dilma aprovaram os panelaços no País.

Para o Vem Pra Rua, as 10 medidas apresentadas pelo Ministério Público Federal contra a corrupção foram convertidas pela Câmara como 10 propostas pela impunidade:

O Movimento Brasil Livre chegou a repudiar a tentativa de Renan de, na tarde desta quarta, aprovar requerimento de urgência para votar no Senado as medidas.

Renan acabou derrotado por 44 votos contrários a 14 favoráveis.

Na calada da madrugada, os deputados derrubaram diversos pontos do texto original do MPF e incluíram punição a juízes e procuradores.

De acordo com a legislação aprovada, magistrados e membros do MP poderão responder por crime de abuso de autoridade.

Os deputados retiraram a tipificação de crime de enriquecimento ilícito de servidores públicos e a devolução dos bens roubados para a União, o pagamento a delatores, a retirada de multa para partidos flagrados em ilicitudes, entre outras propostas.

Em resposta, a Operação Lava Jato ameaça parar. "A nossa proposta é renunciar coletivamente, caso o presidente sancione essa proposta", ameaçou o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, coordenador da força-tarefa da investigação.

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