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'Obrigado, Colômbia'. Os brasileiros acordaram com dois novos amores: Colômbia e Atlético Nacional

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O que os colombianos de Medellín fizeram na noite desta quarta-feira (30) merece espaço vip na história do futebol.

Nas arquibancadas forradas com 45 mil torcedores, surgiram faixas e bandeiras de apoio: "O futebol não tem fronteiras", dizia uma. Na outra, ainda mais emblemática, o anúncio que parece ser dos mais reais: "Uma nova família nasce".

E mais: A vontade de prestar homenagens aos adversários levou uma multidão para os arredores do estádio Atanasio Girardot. A estimativa aponta para impressionantes 100 mil pessoas na corrente pela Chapecoense pelas ruas.

Na mesma Medellín que já sofreu na mãos de Pablo Escobar, está lá a série Narcos para dar uma ideia do que foi o conflito nos anos 80. Na cidade que sangrou pela guerra às drogas.

Do prefeito de Medellín, Federico Gutiérrez, o tom da celebração: “O pior que pode acontecer a uma sociedade é ser indiferente à dor. E nós não somos”

A resposta das arquibancadas não poderia ser melhor. Por várias vezes o grito de ‘Vamo vamo Chapê’ veio dos torcedores. Tudo para ninguém botar defeito:

Teve ainda velas e os celulares para iluminar a vigília. As pombas e os balões representando as vítimas ganharam os ares.

Na Arena Condá, em Chapecó, nada diferente. Altas doses de emoção:

Presente no estádio, o ministro das Relações Exteriores, José Serra, agradeceu todo o carinho:

"Os brasileiros jamais esquecerão a forma como os colombianos sentiram o terrível desastre que interrompeu o sonho desse heroico time da Chapecoense, uma espécie de conto de fadas, com final trágico. Assim como não esqueceremos a atitude do Atlético Nacional e de todos os torcedores que pediram que o título da Copa Sul-Americana fosse para a Chapecoense".

Nas redes, a admiração por tanto carinho. A página do Atlético foi "invadida" pelos brasileiros declarando ter ganho uma nova equipe para torcer.

O treinador do Atlético, Reinaldo Rueda, lembrou os laços entre brasileiros e colombianos no futebol.

"Sempre fomos torcedores do Brasil, desse futebol brasileiro, do futebol que a gente gosta. Do futebol que joga a Chapecoense, que joga o Nacional, do qual nos nutrimos e aprendemos".

Se no futebol, o Brasil conseguiu ajudar os colombianos. Ontem foi a noite de tomar uma lição de solidariedade com os colombianos.

Gracias, Colombia.

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