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Educar para a inovação exige a descontrução de preconceitos

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O segundo capítulo de Pedagogia da Autonomia, de Paulo Freire, discute um conceito importante da pedagogia freireana: o de que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou construção.

Ao estabelecer a crítica às aulas meramente memorizadoras, esta perspectiva pedagógica desafia estudantes e professores a formularem novos saberes a partir dos conteúdos aprendidos em sala de aula.

Naturalmente, isso implica em enfrentar uma tradição escolar fechada, mecânica e repetitiva, cujo resultado é uma espécie de adestramento dos estudantes, que se acostumam ao modelo em que apenas repetem, concordam e acabam dependentes da autoridade do professor, em vez de buscar a autonomia.

Ao contrário dessa longa tradição autoritária nas escolas brasileiras, que tende a rejeitar a reflexão crítica na sala de aula, a pedagogia freireana se mostra a favor da liberdade, da diversidade, da criatividade e da inovação, ao mesmo tempo em que se preocupa em desconstruir preconceitos e superar o senso comum.

Veja mais no vídeo:

A série Pedagogia da Autonomia apresenta didaticamente cada um dos capítulos e subcapítulos do livro de Paulo Freire. Para acompanhar os vídeos, inscreva-se no canal do prof. André Azevedo da Fonseca no YouTube ou favorite este blog para receber as notificações.

Confira a lista completa dos vídeos sobre Paulo Freire.

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