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Belém é a mistura perfeita de natureza e tecnologia

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Cinco dias, duas mil fotos, alguns milhares de quilômetros percorridos e muita comida gostosa: esse foi o resultado de uma viagem ao Pará.

Artesanato da comunidade Jauari, em Moju

Deixa eu começar esse texto dizendo que eu nunca senti tanto calor na minha vida. Quando pisei fora do avião, meu cérebro fez plim e meu corpo recebeu uma notificação dizendo que as definições de calor foram atualizadas. Tudo isso no que os paraenses consideram ser o INVERNO do estado (aparentemente não tem muita variação de temperatura por lá, o que muda é a quantidade de chuva).

Apesar de ter feito bastante, eu não fui à Belém só pra comer e sentir calor. A Natura me convidou para acompanhar o Hackathon Ekos Mãos na Mata e conhecer um pouco do trabalho que fazem lá na região da capital paraense.

Fábrica de sabonetes na cidade de Benevides

Belém

Desde a vista panorâmica da floresta amazônica que some no horizonte, até o senhor que tem uma barraca na feira mais importante de Belém, fui muito bem recebido na cidade.

Experimentei o cupuaçu, o bacuri e o taperebá. Comi o jambu e bebi a Amazon Beer. Tudo maravilhoso.

Mas apesar do povo receptivo e da comida sensacional, dois meses depois da cidade completar 400 anos, é triste ver o descaso do poder público local com as dezenas de construções históricas abandonadas pela cidade.

Mercado Ver-o-Peso, um dos pontos turísticos mais famosos da cidade

Moju

No segundo dia da viagem, conhecemos a Associação Jauari, na cidade de Moju.


Fomos recebidos pelas crianças que desejaram boas vindas e cumprimentaram cada um dos visitantes.

Jauari fica a duas horas de estrada (e mais 10 minutos de barco) da cidade de Belém e é uma das principais fornecedoras de matéria prima para alguns dos produtos da Natura. Lá é colhido o açaí, a andiroba, o murumuru e a ucuuba. De acordo com o presidente da associação, Francisco José Ferreira Pereira (23), a parceria com a empresa é bastante positiva: "A vida dos membros da associação melhorou muito com a chegada da Natura. Muitas pessoas tiveram uma renda maior e melhores oportunidades de estudo".

A casa do presidente é ali do lado do galpão da associação

De acordo com André Freitas, responsável pelo relacionamento com a comunidade, a parceria formada 8 anos atrás ajudou a população a entender como coexistir com a natureza de forma sustentável, minimizando o desmatamento e promovendo a capacitação.

"Uma grande preocupação da Natura é que a comunidade não seja nem exclusiva da empresa e nem que a Natura seja a principal fonte de renda, porque isso não é sustentável", explica Cláudia Pinheiro, diretora responsável pela linha Ekos. Nenhuma comunidade pode ser dependente de uma única fonte de renda, já que não se pode garantir que a demanda para a matéria prima seja constante e eterna.

Principalmente para os participantes do hackathon, foi um dia revigorante. Ver como a região concilia negócios e natureza deu o gás necessário para que as ideias começassem a fluir.

Nos despedimos com música e dança

O Hackathon

Um Hackathon, pra quem não sabe, é uma espécie de maratona de desenvolvimento em que várias pessoas tentam criar um projeto em um mínimo de tempo com o mínimo de recursos. Neste Hackathon especificamente, os 32 participantes tinham 48 horas para criar um produto que reestabelecesse a conexão entre as pessoas e a natureza.

"Queremos um produto ampliado -- que vá além do pote de creme -- com a possibilidade de gerar novas experiências e engajar o consumidor com a nossa marca", disse Luciana Hashiba, gerente de inovação da empresa.

Duas impressoras 3d que trabalharam ininterruptamente e uma máquina de corte à laser que não aguentou a pressão (RIP) ajudaram a criar projetos que envolviam realidade virtual, arduínos, experiências multissensoriais a acima de tudo, a natureza.

O projeto que levou a taça foi o Quintal Mágico. Um sistema de assinatura de sementes que conta com sensores conectados ao celular do usuário para ajudar o cultivo da planta.

No meio de uma bagunça sem precedentes e poucas horas de sono, todos os que passaram por lá saíram com uma bagagem muito maior que os dois quilos de castanha que eu trouxe na mochila.

Amigos, ideias e a certeza de que tecnologia e natureza podem coexistir. Com tanta gente massa, não podia ser diferente.

Veja mais imagens da viagem a Moju:

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* O jornalista viajou ao Pará a convite da Natura.

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