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Como as Olimpíadas 2016 incentivam a educação científica no Brasil

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Pouca gente sabe, mas os Jogos Rio 2016 tem um braço que forma educadores e estudantes para que esportes Olímpicos e Paralímpicos entrem em mais de 10 mil escolas públicas brasileiras: o Programa Transforma. Mais do que aulas de Volêi sentado, Badminton ou Rugby, coordenadores, professores e estudantes ganham um material exclusivo de educação científica para aprenderem química, física, biologia, meio ambiente e mudanças climáticas com base nos Jogos Rio 2016.

A educação é uma premissa dos Jogos Olímpicos da Era Moderna. Dentro dessa tradição, o lançamento do Programa é um compromisso de toda cidade-sede para garantir o legado social do evento. No Brasil, o Transforma iniciou as atividades em 2013 com o objetivo de que as aulas de educação física fugissem do famoso "Quarteto Fantástico" (Futebol, Vôlei, Handball e Baquete) e abrissem espaço para esportes que ainda são pouco conhecidos. O programa oferece, de forma gratuita, materiais didáticos, cursos de formação, capacitações esportivas, desafios escolares, sugestões de experimentação esportiva e conteúdo para aulas e atividades.

Tenho a oportunidade de visitar várias cidades do interior de São Paulo para acompanhar formações e capacitações esportivas. Na maioria dos casos, não há quadra poliesportiva na escola ou a alternativa é dividir o espaço com mais de um professor e até oito recreios ao longo do dia. Mesmo assim, muitos educadores conseguem driblar os desafios e fazer a diferença. A professora Isabel, por exemplo, começou a implementar o programa em uma escola pública da periferia do Guarujá (litoral de São Paulo) apresentando os vídeos do Transforma em sala de aula. Na sequência da exibição, ela combinou com os estudantes de 11 e 13 anos que cada um trouxesse skates para as turmas experimentarem a modalidade de basquete sentado.

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Professora Isabel participa da capacitação esportiva de Goalball na cidade do Guarujá-SP

Em parceria com a Companhia Química Oficial dos Jogos Olímpicos 2016, a Dow Brasil, o Programa Transforma também ganhou materiais para estimular a educação científica em outras matérias. Essas ferramentas fazem parte do modelo STEM (Science, Technology, Engineering and Math). A sigla é usada principalmente para a caracterização de currículos de escolas e universidades, dando ênfase às áreas de conhecimento destacadas no seu nome e possibilitando que a aprendizagem seja cada vez mais baseada na mão na massa e no aprender fazendo. É possível saber mais sobre STEM na apresentação 2013 do professor Roni Ellington, da Universidade Estadual de Morgan, no TEDxBaltimore.

Por melhores que tenham sido as minhas professoras, química nunca foi uma matéria tão encantadora. Hoje, olhando o material de STEM produzido pelo Rio 2016 em parceria com a Dow Brasil, penso que a matéria poderia ter tido muito mais significado para mim. Entender que estou estudando sobre combustão tendo como exemplo os modernos estádios e ginásios construídos com fibras de vidro, que têm como característica não propagar e nem manter chamas, além de não emitir fumaça e nem gases tóxicos, seria muito mais significativo. Além disso, esse conteúdo busca encantar e estimular a futura geração de cientistas, engenheiros e matemáticos nas comunidades brasileiras e contribuir para fortalecer a educação científica.

É possível fazer download gratuito das aulas aqui.

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