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6 coisas que eu aprendi vivendo apenas com uma mala de roupas

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Em 2015 eu vivia cheia de roupas, mas nunca tinha o que vestir. Sei que este é um sentimento familiar para muitas de vocês, então; estou aqui para contar como eu parei com este close super-equivocado.

Resolvi encarar o monstro têxtil que se reproduzia no meu armário com determinação: fiz a limpa em 80% das minhas roupas e fiquei só com o que eu realmente gosto. O resultado hoje cabe na minha mala média - e ainda sobra espaço para os sapatos. Para não correr o risco de encher o armário novamente, doei ou vendi o que sobrou e fiquei um ano sem comprar nada novo, me virando apenas com aquelas peças. E quer saber? Não foi apenas mais fácil do que eu pensei, mas também libertador.

Durante este período, compartilhei o desafio no blog Less is the new black, onde fica bem claro como esse processo transformou a minha relação com o consumo e comigo mesma. No começo, você acha que é sobre roupas ou sobre economizar dinheiro. Mas na verdade é muito mais.

Aqui está o que eu aprendi neste ano de desafio:

1. Reduzir as coisas simplifica a vida. Ter mais do que você precisa gera bagunça e o excesso nos deixa confusas. Lá atrás do armário vivem muitas peças escondidas que você sequer lembra que existem. É daí que vem a sensação de nunca ter o que vestir. Vai por mim, com menos peças no armário você vê tudo o que tem de uma vez e fica muito mais fácil se arrumar. Sem falar que escolhendo apenas aquelas roupas que você gosta, a chance de sair de casa satisfeita é muito maior.

2. Passamos 80% do tempo usando apenas 20% das nossas roupas. Este é o princípio de Pareto livremente adaptado para o guarda-roupa, mas realmente funciona! Quando eu me livrei de 80% das minhas roupas, admito que bateu uma insegurança no início, mas sabe o que aconteceu? Mesmo ficando com um número bem reduzido de roupas, existem algumas que eu simplesmente não usei durante o ano inteiro! Ou seja, o número do que cada um precisa pode variar, mas provavelmente ainda pode ser menor do que o que você já tem.

3. Comprar é um mau hábito. Estamos o tempo inteiro sendo estimuladas a comprar mais, mais e mais. Isso nos leva a uma sequência de compras por impulso que, no final da história, se mostram desnecessárias. Nos primeiros três meses, foi difícil ficar sem comprar. Mas logo percebi que nada mudou na minha vida por deixar de ter isso ou aquilo. Depois que a vontade passa, você entende que realmente não precisa de mais coisas e aprende a evitar todos os gatilhos que a fazem comprar por impulso.

4. As comprinhas devoram o seu orçamento. Aquele armário entulhado de coisas que você não usa representa uma boa soma em dinheiro. Para saber exatamente de quanto estamos falando, vale a pena somar tudo o que você gastou no último ano. A resposta pode surpreender. Na verdade, gastamos com coisas que não valorizamos e daí nunca sobra dinheiro para fazer o que realmente queremos, como viajar, estudar ou colocar em prática aqueles planos que exigem um pouco mais de grana. Perceber isso pode melhorar e muito a sua vida financeira.

5. O estereótipo da mulher consumista é uma armadilha. Esta história de que mulher compra demais porque é fútil é uma grande injustiça. Depois de uma porção de centenas de anos julgando a mulher pela aparência, não é difícil entender por que gastamos tempo e dinheiro com isso. O consumismo feminino está diretamente ligado ao padrão de beleza que somos pressionadas a seguir. O melhor antídoto pra isso é aprender a se conhecer e gostar de si mesma. Quem está satisfeita não precisa comprar pra ser feliz.

6. Menos é mais. Pra tudo na vida. Quando você consegue se colocar no lado de fora da engrenagem do consumismo, descobre a cilada em que estamos metidos. Todas essas coisas que acumulamos à nossa volta custam mais do que dinheiro, custam também tempo, energia e qualidade de vida. Se esforçar para viver com menos faz você enxergar com clareza o que antes passava despercebido. Descobre o que te traz mais satisfação e custa zero reais. Só que isso eu não posso revelar aqui porque são coisas diferentes para cada pessoa, e cada um precisa trilhar o próprio caminho. Mas a minha dica é que você comece logo e aproveite muito.

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