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#WebSummit2016: o novo Vale do Silício é português

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A Web Summit, uma das mais importantes conferências europeias de tecnologia, empreendedorismo e inovação, deixou a Irlanda, país que a acolheu desde 2010, para se instalar na capital portuguesa até 2018. O evento, que teve início nesta terça-feira e término na noite de ontem, aconteceu entre o estonteante MEO Arena e a Feira Internacional de Lisboa (FIL), ambos localizados no Parque das Nações, área moderna e completamente remodelada da cidade.

Segundo o seu fundador, o irlandês Paddy Cosgrave, "Lisboa tem uma comunidade muito próspera de startups. Além disso, conta com uma excelente infraestrutura de transporte, alojamento e capacidade para acolher os mais de 80 mil participantes. Não poderíamos ter escolhido um local melhor".

E ao que tudo indicada - e pelos comentários e reações de grande parte das pessoas que lá estiveram - Lisboa está, de fato, se transformando em um grande palco do mundo virtual, uma cidade voltada à inovação e apoio as novas empresas. É como diziam os cartazes espalhados pela cidade: "In the free world you can still find a city to live, invest and build your future. We call it Lisbon" (em bom português, "em um mundo livre você ainda pode encontrar uma cidade para viver, investir e criar um futuro. Nós chamamos isso Lisboa").

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Web Summit em números

Se estamos falando em tecnologia, estamos falando em números. E vamos a eles. O evento, em apenas quatro dias, teve a participação de mais de 20 mil empresas espalhadas pelos pavilhões, mais de 4 milhões de visualizações nos vídeos transmitidos ao vivo via Facebook, 1.300 investidores, 663 oradores e 500 engenheiros portugueses que asseguraram toda a estrutura.

O investimento do governo português girou em torno dos 1,3 milhões de euros. E o impacto econômico foi estimado em 175 milhões. "O empreendedorismo em Portugal está tendo um grande apoio governamental. Lisboa está emergindo de forma genuína como 'o' ecossistema tecnológico da Europa", salientou Paddy a revista Forbes.

Foi histórico. Tanto para Portugal quanto para a Web Summit.

Mas e as startups, qual foi o saldo final?

Depois de diversos contatos trocados, reuniões, excitamento e conhecimento, o que as empresas mais anseiam é pelo futuro. "A partir de agora vamos analisar os resultados", contou Manuel Albuquerque, CEO da Primetag, plataforma que visa transformar imagens em canais de vendas.

"Ter cerca de 150 países reunidos em um só espaço foi uma grande oportunidade de negócio, já que seria quase impossível conectar-me com todas essas pessoas que tive o prazer de conhecer".

A Primetag, no mercado há 2 anos, foi criada por jovens portugueses que encontraram no meio online uma forma de capitalizar o poder de recomendação dos influenciadores. Este "software" elimina a necessidade de pesquisa sobre um produto ou a abertura de outras páginas, facilitando o processo de compra.

"No momento em que um blogger decide fazer uma publicação, pode consultar nossos catálogos e disponibilizar, de forma gratuita, uma imagem interativa aos seus leitores", explica Manuel.

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Manuel Albuquerque e Paulo Gaspar, fundadores da Primetag

Os planos futuros incluem voos mais altos, incluindo o solo brasileiro. "Acredito que todas as empresas que produzem inovação e têm modelos de negócio disruptivos necessitam de validar os mesmos em diferentes países e culturas, para que esse próprio modelo possa evoluir e ficar mais robusto. Um dos países que iremos validar o nosso será o Brasil. Estamos muito ansiosos e motivados para que isso aconteça".

Mais startups para ficar de olho

Uniplaces
Fundadores: Miguel Santo Amaro, Benjamin Grech e Mariano Kostelec
Ano: 2011
Financiamento: 26 milhões de euros em quatro rondas de investimento

Site de alojamento para estudantes que permite o arrendamento de quartos e apartamentos de forma fácil e prática. Está presente em 36 cidades europeias disponibilizando mais de 40 mil alojamentos.

Codacy
Fundadores: Jaime Jorge e João Caxaria
Ano: 2013
Financiamento: 1,5 milhões de euros em duas rondas de investimento

Software que funciona como uma espécie de corretor ortográfico para developers - programadores - que permite diminuir entre 20% a 30% o tempo de desenvolvimento de um programa informático.

Feedzai
Fundador: Nuno Sebastião
Ano: 2009
Financiamento: 24 milhões de euros em quatro rondas de investimento

Tecnologia de prevenção de fraude através do uso de big data, que permite detectar qualquer tipo de irregularidade em qualquer tipo de transação e impedi-la antes de acontecer.