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Cadê as pesquisas Datafolha e Ibope sobre o governo Temer?

Publicado: Atualizado:
MICHEL TEMER
Lula Marques/ AGPT
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Já são quase 50 dias do governo interino de Michel Temer.
E os dois principais institutos de pesquisa do Brasil estão em silêncio.
Nenhum número, nenhum percentual.
Não sabemos como anda a popularidade do presidente em exercício.

Onde estão Datafolha e Ibope para aferir a percepção da sociedade brasileira sobre o governante que está substituindo Dilma Rousseff?

Quando a CNI (Confederação Nacional da Indústria)*, que no ano passado encomendou para o Ibope quatro pesquisas sobre a gestão Dilma, vai ouvir o que a opinião pública tem a dizer sobre este governo?

Ao longo do segundo mandato da petista, interrompido em 12 de maio passado, foram dez pesquisas Datafolha e cinco Ibope. Praticamente uma sondagem divulgada por mês.

Os brasileiros estamos curiosos em saber como a população está sentindo os 50 primeiros dias de Temer à frente do País.

Neste período, tivemos:

- a nomeação do primeiro ministério sem mulheres desde a ditadura militar;

- a ausência de negros, maioria na composição racial do Brasil, da equipe que governa o País;

- a queda de três ministros -- dois alvos da Operação Lava Jato, Romero Jucá (Planejamento) e Henrique Eduardo Alves (Turismo), e outro crítico das investigações da Polícia Federal, Fabiano Silveira (nomeado para Transparência!!!);

- a divulgação de áudios do homem-bomba deste governo, Sérgio Machado, que compromete a cúpula do PMDB -- tão enrascada quanto a do PT no esquema de corrupção da Petrobras;

- a extinção do Ministério da Cultura, a repercussão ruim da decisão de Temer e o recuo na extinção;

- o reajuste do Poder Judiciário em meio a uma das maiores crises econômicas do País, com impacto bilionário aos cofres públicos;

- a Reforma da Previdência em discussão, em que integrantes do governo cogitam até 70 anos como idade mínima para a aposentadoria;

- o lançamento de um plano vazio de combate à violência contra a mulher após o estupro coletivo no Rio de Janeiro;

- o estado de calamidade pública no Rio de Janeiro, decretado pelo governador interino Francisco Dornelles (PP) e premiado por Temer com R$ 2,9 bilhões da União.

Qualquer novo governo (mesmo que interino) é sacudido por uma série de novas medidas, muitas controversas. Ainda mais num contexto de crise política e econômica aguda como o nosso.

Por isso, nos questionamos o quanto mudou para os brasileiros desde o último levantamento do Datafolha, de 10 de abril, um mês antes da aprovação do impeachment no Senado.

Na época, 61% queriam o impeachment de Dilma e 58%, o impeachment do próprio Temer.

O governo Dilma era rejeitado por 63% e aprovado apenas por 13%. A nota da presidente era 3,5 num máximo de 10 pontos.

E agora, qual será a avaliação de Dilma e de Temer?

Será que os brasileiros querem continuar com o peemedebista no comando?

Estão satisfeitos com as primeiras ações do governo provisório?

Ou flertam com a volta da petista, que ainda tem uma última (remota) chance de regressar depois da votação definitiva do Senado em meados de agosto?

Cadê Datafolha e Ibope para nos responder?

*ATUALIZAÇÃO
A CNI informa que o contrato com o Ibope prevê pesquisas de opinião sobre o governo federal a cada três meses. Como a última sondagem foi divulgada em 30 de março, a primeira pesquisa CNI/Ibope sobre o governo Temer deve ser divulgada nesta sexta-feira (1º).

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