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Como o trabalho de base das religiões pode fortalecer a democracia?

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Em novembro de 2014 escrevi aqui no Brasil Post sobre uma declaração de Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, sobre sua atuação política: "Decidimos qualquer eleição", ele disse.

Reitero o que disse àquele momento: é uma expressão exagerada. Porém, no cenário político atual, onde os movimentos conservadores vêm se evidenciando como cada vez mais fortes, além de terem se mostrado bem mais vitoriosos nas urnas do que no último pleito, as Igrejas, principalmente as de orientação protestante, vieram a ser, se não decisivas, muito relevantes no processo eleitoral.

O número de evangélicos no Brasil cresceu 61% em 10 anos de acordo com o Censo de 2010, com fortes tendências de se confirmar essa crescente no Censo 2020. A expectativa é que o número de evangélicos passe o de católicos antes de 2040. No mais, somos uma nação que, quantitativamente, é religiosa, independente de qual forma essa religião é comungada. É assim que boa parte da nossa população vive e se organiza e, nas classes em situação de vulnerabilidade social, é a primeira e às vezes a única instituição de apoio mútuo, solidário, genuíno e sistemático entre membros de uma comunidade.

Dessa forma, as instituições religiosas no Brasil são responsáveis por criar e manter uma rede de solidariedade e de mobilidade social que compete e, muitas vezes, supera o poder do Estado como um agente transformador da vida cotidiana.

Mesmo assim, a imagem que é moldada e vendida pelas classes mais abastadas, com o reforço de meios de comunicação hegemônicos, é a das instituições religiosas, principalmente as evangélicas, como a matriz principal da alienação do povo, ignorando completamente essa rede de solidariedade e superação na qual os membros de uma comunidade religiosa se debruçam e se motivam a seguir em frente, gerando mudanças estruturais em suas vidas. E disseminam os escândalos de corrupção e má-fé de alguns atores religiosos como sendo algo global e inerente a qualquer religião. Um sintoma sutil de intolerância religiosa.

Nas últimas eleições foi possível perceber o passo natural dessas instituições: disputar, democraticamente, as agendas políticas, por meio de candidaturas aos mais diversos cargos públicos. Nas eleições municipais de 2016, por exemplo, foram 250 candidatos, só nas capitais, que colocaram suas denominações religiosas nas candidaturas. Missionários, pastores, bispos, presbíteros, apóstolos. O que antes era ofuscado devido ao medo de se misturar política com religião, nesta eleição não foi um grande problema.

Nas eleições municipais para Prefeito do Rio de Janeiro, temos um candidato que não esconde seu passado de bispo mas sofre com o estigma dessa imagem: Marcelo Crivella (PRB). Desde o primeiro turno, boa parte de seus adversários o atacavam pela sua denominação religiosa (além do apoio escuso de Anthony Garotinho, persona non grata na política carioca). Insinuam que seu tio, o Bispo Macedo, dono da poderosa Igreja Universal e da Rede Record, seria o verdadeiro governante e ditaria os rumos da política na cidade.

Somado a isso, os eleitores de seus adversários, historicamente, ao associarem a imagem de Crivella à Igreja Universal, a qual seu líder possui diversas acusações de corrupção em suas práticas, também associam seus potenciais eleitores como alienados e coniventes com a corrupção, numa tentativa eleitoreira de constranger o voto de seus oponentes para se sagrarem vencedores na disputa eleitoral.

E do outro lado da disputa está o PSOL que, recentemente, se envolveu em dois escândalos por conta de atitudes antissemitas de um de seus candidatos a vereador no Rio de Janeiro, Babá, ao queimar em público a bandeira de Israel e de um texto antissemita da Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST), uma vertente do PSOL. Ambos casos inaceitáveis de intolerância religiosa que receberam apenas o silêncio e o esquecimento da mesma militância que acusa a igreja de ser alienadora. No mínimo contraditório.

De fato a coisa pública tem diversos pontos conflitantes com algumas agendas de políticos assumidamente religiosos: questões como a descriminalização do aborto, que deveria ser tratada como caso de saúde pública e todos os indicadores mundiais mostram que a criminalização não é uma solução, são ferrenhamente combatidas, gerando um atraso descomunal na política brasileira. Mas reduzir o valor e a importância das igrejas na vida dos cidadãos a ação de uma dezena de políticos fundamentalistas é igualmente um retrocesso pois fere o princípio democrático de convivência política entre os diferentes. E o fascismo no século XX já nos provou que intolerância e reducionismo não combinam com a democracia.

Este é o trabalho mais valioso da igreja: colocar em comunhão e em pé de igualdade e solidariedade pessoas de origens e vivências muito diferentes entre si. Este trabalho de base feito pelas igrejas é muito valioso para o fortalecimento da democracia e vai muito além dos fundamentalistas religiosos que hoje estão no poder. Vale termos a cautela e o espírito democrático para avaliar caso a caso e de não manchar a imagem de um ou outro político pelo seu histórico religioso, apenas por motivos estritamente eleitoreiros.

LEIA MAIS:

- O que não sabemos sobre a periferia no Brasil?

- Acabou a eleição, começou a disputa

Também no HuffPost Brasil:

  • 1
    Tudo Depende de Como Você Vê as Coisas, de Norton Juster
    divulgação
    "A mensagem do livro é fortificante, mas benigna: ela nos convida a encarar o desafio do mundo ao dar a devida atenção às suas maravilhas e dificuldades. O tédio e a depressão estão, de alguma forma, longe de serem demônios meramente infantis, até porque um adulto tem que combatê-los durante muito mais tempo. Quando [o personagem principal] Milo pensa no início do livro que "parece uma grande maravilha que o mundo - que é tão imenso - às vezes pareça tão pequeno e vazio" ele deve tocar o coração dos leitores, os jovens e os mais velhos". -- The Guardian
  • 2
    The Opposite of Loneliness: Essays and Stories, de Marina Keegan
    Amazon
    "Quando Marina Keegan não foi aceita em uma das sociedades secretas de Yale, ela se permitiu menos de duas horas de tristeza pela decepção e depois prometeu usar o tempo que ela gastaria 'conversando no túmulo’ escrevendo um livro. Cinco dias após a sua graduação, Keegan morreu em um acidente de carro em Cape Cod. Ela tinha 22. 'The Opposite of Loneliness’ (“O Oposto da Solidão”, em tradução livre) é um registro daquele tempo gasto da melhor forma. O livro de nove contos e nove ensaios levou o título do último ensaio de Keegan a aparecer no Yale Daily News, que viralizou na internet dias após sua morte, quando foi lido por 1,4 milhão de pessoas em 98 países. Nele Keegan escreve com uma urgência de arrepiar: 'Nós não podemos, nós NÃO DEVEMOS perder a sensação de que tudo é possível, porque no fim, é tudo o que temos.'"-- The Boston Globe
  • 3
    O Mundo de Sofia, de Jostein Gaarder
    Divigulgação
    "Sofia Amundsen chega em casa da escola e encontra duas mensagens enigmáticas em sua caixa de correio: 'Quem é você?' e 'De onde o mundo veio?" Logo ela recebe palestras pelo correio de pensamentos antigos de um correspondente desconhecido... Uma festa filosófica no jardim torna-se a parte do romance mais cômica e memorável, intercalando neste livro norueguês de virtudes, com a sua homenagem ao cânone ocidental intelectual e seu espírito de senso comum, com um espírito de festa e anarquia sexual". -- The New York Times
  • 4
    Thirst: Poems, de Mary Oliver
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    "Através dos poemas de Thirst (“Sede”, em tradução livre), Oliver explora o que ela sente sobre Deus, sua compreensão da fé... Em 'On Thy Wondrous Works I Will Meditate' (“Em Vossa Maravilhosa Obra Eu Meditarei”, em tradução livre), um de seus melhores poemas, ela oferece o refrão do Salmo 145 ao percorrer o emaranhado da busca pela alma, tentando localizar e acreditar na própria crença... O poema acaba em um colóquio com Deus: 'Oh Senhor dos melões, da misericórdia, embora eu esteja/não esteja pronta, nem seja digna, estou subindo na sua direção.'"-- The Guardian
  • 5
    Pequenas Delicadezas – Conselhos sobre o Amor e a Vida, de Cheryl Strayed
    divulgação
    "Como se faz para ser um grande colunista de conselhos? A escritora de Portland, Cheryl Strayed, provou durante o período trabalhado no site Rumpus, onde dirigia a coluna Dear Sugar (Cara Doçura) desde 2010, que o único requisito era dar um bom conselho – ser gentil, franco, inspirador e implacável. As colunas de Strayed agora podem ser encontradas no livro Pequenas Delicadezas, onde aconselha as pessoas sobre diversas lutas como o aborto espontâneo, a infidelidade, a pobreza e a dependência e é bem difícil pensar em alguém melhor do que ela para este trabalho". -- SFGate
  • 6
    O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry
    Divulgação
    "Disfarçado de livro infantil, o romance de Antoine de Saint-Exupéry, O Pequeno Príncipe, oferece mais sabedoria em suas poucas páginas do que alguns autores poderiam produzir em toda a sua vida. O fato de ter sido traduzido do original francês para mais de 230 idiomas é a prova de que a sua mensagem ressoa em todo o mundo". -- The Huffington Post
  • 7
    O Ano do Pensamento Mágico, de Joan Didion
    Divulgação
    O livro de memórias de Joan Didion O Ano do Pensamento Mágico trata do luto por seu marido, o também escritor John Gregory Dunne... Em seu livro de memórias, Didion pondera como os rituais da vida diária são fundamentalmente alterados quando o parceiro de sua vida é tirado dela. Suas impressões, acentuadamente observadas e totalmente razoáveis, formam a imagem de uma mulher inteligente que se debate entre o seu passado e o seu futuro."-- NPR
  • 8
    O Alquimista
    divulgação
    "O encantador conto de Santiago, um jovem pastor que sonha em ver o mundo, é atraente por si só, mas ganha ressonância através das muitas lições que o personagem aprende durante suas aventuras. Ele viaja da Espanha para o Marrocos em busca de sucesso no mundo e, eventualmente, vai para o Egito, onde um fatídico encontro com um alquimista lhe traz finalmente a autocompreensão e a iluminação espiritual."-- Publishers Weekly
  • 9
    A Tenda Vermelha, de Anita Diamant
    Divulgação
    "No livro A Tenda Vermelha, Diamant imaginou uma vida mais plena para Dinah, filha de Jacob, cuja relação com o príncipe Schechem levou a um massacre brutal levado a cabo sobre a família real por dois de seus irmãos. A Tenda Vermelha é o refúgio tradicional para as mulheres menstruadas e um símbolo de amor e apoio mútuos em um mundo dominado pelos homens... Após ter dado voz a uma das mulheres silenciosas da Bíblia, ela acredita que ambos os sexos podem apreciar a perspectiva: "'Nós temos lido a Bíblia do ponto de vista dos homens há milhares de anos." -- O Boston Globe
  • 10
    Mortalidade, de Christopher Hitchens
    Divulgação
    "Quando um perfeitamente articulado e infinitamente corajoso jornalista, acometido por um câncer de esôfago no estágio 4, relata sobre encarar de frente o que ele chama, entre outras coisas, de 'olá trevas, meu velho amigo', você senta e presta atenção. Mortalidade, por virtude de sua inevitabilidade, levanta questões sobre o próprio sentido da vida, tornando-se o desafio de um sujeito como qualquer outro abordado por Christopher Hitchens em sua brilhante carreira." -- NPR
  • 11
    O Deus das Pequenas Coisas, de Arundhati Roy
    Divulgação
    "Este livro mostra que as pequenas coisas da vida podem afetar a vida de uma pessoa, mas há sempre um raio de esperança enviado pelo Todo-Poderoso... Com uma simples história da complicada família Ipe, estabelecida no contexto de discriminação social, comunismo e sistema de castas, este livro baseia-se principalmente na traição e sempre aparece a pergunta na mente do leitor 'Será que podemos confiar em alguém? Será que podemos confiar em nós mesmos?'" -- The Guardian
  • 12
    Mother Night, de Kurt Vonnegut
    "Howard Campbell, Jr., o narrador de Mother Night (“Mãe Noite”, em tradução livre) é um escritor americano que vive na Alemanha quando os nazistas chegam ao poder. Ele é recrutado pela inteligência militar dos Estados Unidos para ser um espião quando a Segunda Guerra Mundial começa. Como um dramaturgo respeitado e casado com uma atriz alemã popular, Campbell facilmente insinua-se aos nazistas e oferece seus serviços fazendo-se passar por antissemita... O autor nos lembra que não importa quão justa seja a nossa causa, o quão louco e vil seja o nosso inimigo, nós devemos ter cuidado como agimos se quisermos manter as nossas almas de artistas e seres humanos. Isso foi verdade na Segunda Guerra Mundial, foi verdade nos anos sessenta e é verdade agora." -- Mark Lindquist
  • 13
    A Cabana, de William P. Young
    Divulgação
    "Os Estados Unidos são muitas vezes satirizados como uma nação de loucos por Jesus, porém é ainda mais um país onde existe uma busca incessante por autenticidade. Pensamentos de Young, estranhos demais para o púlpito, sobre como a costela de Adão e o útero feminino formam um 'círculo de relacionamento', têm o apelo de nodosas relíquias de um mundo onde muitas religiões chegam embaladas a vácuo. As teorias - de como acreditar em Adão enquanto as pesquisas se apoiam na física de partículas, porque o Senhor não tem problemas com a sua preferência pelo funk lascivo mais do que pela música de igreja sisuda - conseguem o que as religiões tradicionais tendem a falhar: conectar a recôndita doutrina a todos os gostos, ritmos e costumes da vida moderna" -- Slate
  • 14
    The Dude and the Zen Master, de Jeff Bridges e Bernie Glassman
    Amazon
    Há uns 15 anos, em uma festa, Jeff Bridges viu-se sentado entre os líderes espirituais Bernie Glassman e Ram Dass, o que o levou a uma inesperada conversa sobre os paralelos entre O Cara, personagem icônico de Bridges em The Big Lebowski e os princípios do budismo... Essa conversa evoluiu para The Dude and the Zen Master (O Cara e o Mestre Zen), um livro de Bridge e Glassman que captura o diálogo sobre a natureza da espiritualidade". -- The Huffington Post
  • 15
    How a Person Should be?, de Sheila Heti
    Amazon
    "Heti citou 'The Hills', um programa de jovens de Los Angeles que passava na MTV, como sendo uma das principais influências de How a Person Should be? (“Como uma pessoa deveria ser?”, em tradução livre) ... A novela compartilha muito do que é a televisão de reality como se fosse um episódio sem sentido e com o foco em personagens jovens, autocentrados ­ que gastam muito tempo pensando na aparência deles. Nas mãos de um outro escritor, essa dívida da televisão de realities pode levar a uma acusação mordaz da superficialidade da cultura. Mas isso não é o que acontece aqui. Heti vê a tolice no desejo por fama que impulsiona esse movimento, mas ela também sabe que esse mesmo desejo está envolvido no impulso de fazer arte." -- The New York Times
  • 16
    The Book: On The Taboo Against Knowing Who You Are, de Alan Watts
    "Concebido como um pacote de conselhos essenciais que um pai entregaria ao filho próximo da idade adulta como iniciação ao mistério central da vida, este manual existencial está enraizado no que Watts chama de uma fertilização cruzada da ciência Ocidental com a intuição Oriental. Embora seja estritamente não-religioso, o livro explora muitas perguntas fundamentais, que as religiões têm historicamente tentado resolver - os problemas da vida, do amor, da morte e da tristeza, o universo e nosso lugar nele - e o que significa ter um "eu" no centro de nossa experiência e qual o significado desta existência". -- Brain Pickings
  • 17
    Persépolis: de Marjane Satrapi
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    "Persépolis, de Marjane Satrapi, é o último e um dos exemplos mais deleitáveis de um gênero pós-moderno em expansão: a autobiografia em quadrinhos... O livro de Satrapi combina história, política e um livro de memórias, retratando revoltas do século 20 de um país através da história de uma família. Sua protagonista é Marji, uma menina iraniana durona e ousada, empenhada em espreitar os evasivos anciãos para tirar, se não a verdade, pelo menos uma explicação credível dos suplícios que eles vivem... O livro é cheio de desenhos agridoces de Marji em tête-à-tête com Deus, que se assemelham a Marx", embora os cabelos de Marx sejam um pouco mais encaracolados." -- The New York Times
  • 18
    A Máquina do Tempo, de HG Wells
    Divulgação
    "O livro é uma brilhante combinação de especulação científica, tratado sociológico e narrativa emocionante. Ele não só deu cultura popular à noção de tempo e também uma dimensão física, como ofereceu uma parábola da luta de classes pela qual duas corridas futuristas, o acima do solo Eloi e os subterrâneos Morlocks, impõem-se para as classes trabalhadoras e de lazer na época de Wells... O romance é um olhar pessimista sobre o futuro e uma declaração pessimista sobre a evolução humana."-- The New York Times
  • 19
    A Última Aula, de Randy Pausch com Jeffrey Zaslow
    Divulgação
    "[Esta] última aula de Pausch intitulada 'Realizar de verdade os seus sonhos de infância' tem como tema as suas ambições juvenis: como ele as conseguiu e como ele ajudou outros a alcançarem. Ele não discute espiritualidade ou religião, mas fala com a autoridade de um homem simples que encara a morte de frente e avalia o que é realmente importante na vida. "Nunca perca o olhar de criança", ele aconselha. 'Mostre gratidão... Não reclame; apenas trabalhe duro... Nunca desista.'" -- The Independent
  • 20
    Cartas a um Jovem Poeta, de Rainer Maria Rilke Amazon
    Divulgação
    "Uma carta escrita para Rilke por um jovem que ingressava na carreira militar que secretamente desejava, torna ele mesmo um poeta e forma a base do volume desta fina joia de dez cartas, escritas em resposta ao poeta austríaco-Boêmio ao longo de seis anos, no início de 1900, quando ele estava ainda cimentando a sua reputação... As letras capturam um calor duradouro e sabedoria (seja paciente, ele aconselha, escreva como se você tivesse a eternidade) isso dará coração aos aspirantes a poetas de hoje". -- The Independent
  • 21
    Longa Jornada Noite Adentro, de Eugene O'Neill
    Divulgação
    "O consenso geral é que Longa Jornada Noite Adentro é a obra-prima de Eugene O'Neill... O desamparo do amor da família para sustentar, muito menos curar, as feridas do casamento, da paternidade e de filiação, nunca foram tão sem remorso e assim pateticamente retratadas e com uma força de atitude tão dolorosa para nunca ser esquecida por qualquer um de nós."-- Harold Bloom, do prefácio da edição do Yale University Press
  • 22
    Autobiografia de um Iogue, de Paramahansa Yogananda Amazon
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    "Yogananda é mais conhecido por seu livro revolucionário de memórias, Autobiografia de um Iogue. Ele já vendeu mais de quatro milhões de cópias desde a sua publicação em 1947 e imagino que tenha sido lido duas ou três vezes mais porque é o tipo de livro que as pessoas emprestam aos seus amigos. Isso era bem verdade nos anos 1960 e 70, quando os buscadores da geração Baby Boomer estavam sedentos de sabedoria oriental e não podiam arcar com os cinco dólares para comprar o AI, como ficou conhecido... O AI levou mais americanos a explorarem a espiritualidade indiana do que qualquer outro texto". -- Philip Goldberg, The Huffington Post
  • 23
    Guia do Estilo de Vida Bodhisattva, de Santideva
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    "Este livro é a tradução, para a vida diária, de um poema famoso e universalmente amado, escrito no século VIII pelo budista Sage Shantideva. Ele mapeia a jornada espiritual de um Bodhisattva, um que esteja comprometido em alcançar a plena iluminação para o bem de todos os seres vivos. O poema está escrito do ponto de vista de um praticante e oferece um insight extraordinário sobre o processo de transformação interior que passamos ao atravessar o caminho Bodhisattva". -- Kadampa.org
  • 24
    A Gift of Love: Sermons from Strength to Love and Other Preachings, do Reverendo Dr. Martin Luther King Jr.
    "Este volume de sermões... é importante porque aqui encontramos King como pregador" escreve o Reverendo Dr. Raphael Warnock, pastor mais antigo da Igreja Batista Ebenezer, no prefácio deste volume. Em um dos sermões, "The Three Dimensions of a Complete Life," ("As Três Dimensões de uma Vida Completa", em tradução livre) Warnock diz que King emitiu "o toque de clarim de um gênio espiritual e sentinela sóbrio que insiste que oremos com nossos lábios e pés e trabalhemos com as nossas cabeças, corações e mãos para a amada comunidade, nadando fielmente contra a maré do que ele, muitas vezes, chama de "os males triplos do racismo, materialismo e militarismo.'" "Em um mundo dividido", escreve Werneck, "e em meio a pronunciamentos religiosos e políticos no nosso discurso público
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    Em Busca de Sentido, de Viktor E. Frankl
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    "O livro começa com um ensaio pessoal longo, austero e profundamente comovente sobre o aprisionamento de Frankl em Auschwitz e outros campos de concentração durante cinco anos, e sua luta durante este período para encontrar razões para viver. A segunda parte do livro, chamada Logotherapy in a Nutshell ("Logoterapia em Poucas Palavras", em tradução livre) descreve o método psicoterapêutico pioneiro que Frankl desenvolveu como resultado de suas experiências nos campos de concentração. Freud acreditava que os instintos sexuais e impulsos eram a força motriz da vida na humanidade; Frankl, pelo contrário, considera que o mais profundo desejo do homem é a busca de significado e propósito... 'A nossa geração é realista, porque vimos como o homem realmente é' escreve Frankl. "Afinal, o homem é aquele ser que inventou as câmaras de gás de Auschwitz; no entanto, ele também é aquele ser que entrou nas mesmas câmaras de cabeça erguida, com a Oração no Senhor ou o Shema Yisrael nos lábios. '"- Avaliação do Amazon
  • 26
    Daring Greatly: How the Courage to Be Vulnerable Transforms the Way We Live, Love, Parent, and Lead, by Brené Brown
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    "Brene Brown, professor de pesquisas na Escola de Serviço Social da Universidade de Houston é o primeiro a admitir que a vulnerabilidade o deixa desconfortável, mas postula que atrever-se a falhar é a única verdadeira maneira de estar envolvido, com todo o seu coração, em qualquer aspecto da vida. 'Experimentar a vulnerabilidade não é uma escolha – é a única escolha que temos e como vamos reagir quando somos confrontados com a incerteza, com o risco e com a transparência emocional', diz ela." -- Publishers Weekly