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130 milhões de pessoas dependem de ajuda humanitária para sobreviver

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Dia Mundial de Assistência Humanitária. Foto: Ocha/ I. Athanasiadis

Um número recorde de 130 milhões de pessoas dependem de ajuda humanitária para sobreviver, alertou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. Reunidas, essas pessoas formariam a décima nação mais populosa do planeta.

As Nações Unidas celebraram na sexta-feira (19) o Dia Mundial de Assistência Humanitária. Na mensagem sobre a data, Ban ressaltou que embora esses números sejam "verdadeiramente estarrecedores", eles não contam toda a história.

Escolhas Impossíveis

O chefe da ONU lembrou que "escondidos atrás de estatísticas há indivíduos, famílias e comunidades cujas vidas foram devastadas".

Ban citou "crianças, mulheres e homens que enfrentam escolhas impossíveis todos os dias".

Ele mencionou "pais que precisam escolher entre comprar comida ou remédios para suas crianças; crianças que precisam escolher entre ir à escola ou trabalhar para ajudar suas famílias; famílias que correm o risco de enfrentar um bombardeio em casa ou uma perigosa fuga pelo mar".

Desafios e Recompensas

O brasileiro Thomas Georgi trabalha há 12 anos no Programa Mundial de Alimentos, PMA. De São Paulo, o especialista em logística da agência falou à Rádio ONU sobre os principais desafios e recompensas do trabalho humanitário.

Ele disse que "o desafio às vezes é você estar no terreno e ver todo o sofrimento e tentar manter o foco para tentar ajudar as pessoas que precisam. Muitas vezes você tem que dar um passo para trás e não se envolver emocionalmente demais. E a recompensa, na realidade, vem também com isso, eu acho. Ver o seu trabalho e os resultados que ele traz pro país, pro povo, pros beneficiários, como a gente pode ajudar".

Com o PMA, Thomas Georgi já trabalhou em diversos países, entre eles Guiné-Bissau, Filipinas, Haiti, Madagascar e Nepal.

Compaixão e Homenagem

Em sua mensagem, o secretário-geral da ONU lembrou ainda que "as soluções para as crises que colocaram essas pessoas em situação desesperadora não são simples nem rápidas".

Ban citou que é possível "demonstrar compaixão, levantar a voz contra a injustiça e trabalhar por mudanças".

Para o chefe da ONU, o Dia Mundial de Assistência Humanitária é "lembrança anual da necessidade de agir para aliviar o sofrimento". Para ele, é a ocasião de "homenagear os trabalhadores humanitários e voluntários na linha de frente das crises".

Na mensagem, Ban prestou homenagem a esses "homens e mulheres dedicados que de forma corajosa enfrentam o perigo para ajudar outras pessoas enfrentando riscos maiores".
Campanha

O secretário-geral pediu a todos que assinem a campanha da ONU "World You'd Rather" ("Mundo que você prefere", em tradução livre).

Um dos objetivos é levantar recursos para o Fundo Central das Nações Unidas de Resposta à Emergência, Cerf.

Humanidade

Ban citou os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e afirmou que "esses 17 objetivos globais oferecem um plano de 15 anos para reduzir as necessidades e vulnerabilidades e promover a paz mundial, a dignidade e a oportunidade para todos".

Segundo o chefe da ONU, para que essa "jornada coletiva" tenha sucesso, todos devem exercer seu papel.

Para o secretário-geral, cada pessoa pode fazer a diferença. Neste Dia Mundial de Assistência Humanitária, Ban pediu união em nome da humanidade.

Sérgio Vieira de Mello

O Dia Mundial de Assistência Humanitária é celebrado todos os anos em 19 de agosto, data em que ocorreu o atentado ao prédio da ONU em Bagdá, em 2003.

No ataque, 22 funcionários da organização morreram, incluindo o brasileiro Sergio Vieira de Mello, que era representante do secretário-geral no Iraque.

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