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ONU quer fim de trabalho infantil na agricultura, que afeta 100 milhões

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FAO e OIT lutam para pôr um fim ao trabalho infantil na agricultura. Foto: FAO/Franco Mattioli

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, e a Organização Internacional do Trabalho, OIT, lutam para pôr um fim ao trabalho infantil na agricultura.

As duas agências da ONU lançaram um curso online que deve ser usado para assegurar que medidas de prevenção a esse tipo de prática sejam incluídas em programas de desenvolvimento agrícola e rural. Segundo a ONU, 100 milhões de crianças estão trabalhando na agricultura.

Cadeias de Produção

De Genebra, a encarregada do setor de publicação digital da OIT, Inês Gomes, falou à Rádio ONU sobre a Conferência.

"A Conferência da Organização Internacional do Trabalho é um evento que reúne representantes dos governos e de organizações de empregados e trabalhadores de todos os Estados-membros. É uma conferência que acontece anualmente. Como estamos muito próximos do Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil, que se assinala no dia 12 de junho, vai também haver uma comemoração deste dia no âmbito da conferência da OIT. Este evento vai ser, sobretudo, dedicado ao trabalho infantil nas cadeias de produção."

O curso online, lançado pela FAO e pela OIT em antecipação ao Dia Mundial, deve ter como alvo as camadas mais pobres e vai cobrir todos os setores, incluindo plantações, criação de animais, florestas, pesca e aquicultura.

Segurança

Segundo a FAO, quase 60% das crianças trabalhadoras mundiais, cerca de 100 milhões de meninas e meninos, estão na agricultura. As piores formas dessa prática incluem trabalho perigoso que podem causar danos à saúde e à segurança desses menores.

O chefe da organização para Agricultura e Alimentação, José Graziano da Silva, disse que "para atingir Fome Zero o mundo deve alcançar zero trabalho infantil".

Graziano da Silva explicou que a prática é certamente uma questão complexa que não pode ser atacada sozinha. Segundo ele, são necessárias parcerias sólidas, aonde todos possam levar suas "experiências e recursos".

Já o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, afirmou que "os consumidores esperam que as pessoas responsáveis pela comida que eles comem ou as roupas que eles vestem, não sejam trabalhadores infantis ou forçados".

Ryder disse que o curso online envia uma mensagem clara de que "é imperativo acabar com o trabalho infantil na agricultura".

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