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Entre o de$apego e o boicote ao consumismo: Os melhores brechós do Facebook

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Por Beatriz Lima, 20 anos, moradora da Vila Formosa, Zona Leste de São Paulo.

A rede social têm mais de 90 grupos destinados a trocas e vendas. A maior parte dos brechós online são geridos por usuárias que buscam preços baixos e uma nova forma de consumir.

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sound blaster - creative commons

Há cerca de um ano, o Facebook disponibilizou a ferramenta "vender um item" para facilitar a divulgação dos produtos e serviços de seus usuários. A demanda surgiu porque comunidades com essa finalidade já bombavam desde 2014, mas o compartilhamento dos conteúdos era feito em publicações comuns.

Em uma pesquisa rápida pela rede social é possível achar grupos separados por classificação de venda e troca de roupas usadas até carros seminovos.

A organização varia. Alguns grupos são compostos por usuários da mesma região, disponibilidade financeira, sexo ou ambiente em comum.

Um deles é o Brechó da FFLCH, composto por 11.157 usuários, a maioria de estudantes do sexo feminino. Elas expõem os produtos virtualmente e, na maioria das vezes, finalizam o negócio entre os corredores da universidade. A comunidade virtual surgiu por conta do evento de trocas que já rolava dentro da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, segundo Barbara Olivia, 23 anos, estudante de Letras e consumidora do grupo.

Nestas comunidades virtuais acontecem vendas de artigos usados, mas não só isso. O escambo também faz sucesso e é visto como uma possibilidade de boicotar o consumismo.

Para Vitória Carine Silva, 20 anos, vendedora informal, e integrante do grupo Brechó Metrô SP, a atividade vai além: "É uma forma de fugir dos preços abusivos de centros comerciais. Na maior parte das vezes eu só compro e vendo por grupos como esse. Risquei shopping e lojinhas da minha vida".

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lustração Shout/ Alessandro Gottardo

Ela vende de tudo um pouco, "roupas, sapatos, bijuterias que não tenho mais interesse e estão em bom estado: "tudo eu passo pra frente e levanto uma graninha".

Vitória também prefere usar o facebook pela segurança. "O fato de eu só entregar o produto mediante o pagamento na hora do encontro evita calotes." E complementa: "o lance da maioria ser mulher me deixa mais segura de ir até elas".

Os encontros acontecem geralmente nas catracas das estações do metrô, lugar de fácil acesso e frequentado por uma grande parcela dos paulistanos.

Ana Paula Bimbati, 20 anos, ativa no grupo Brechó & Leilão, revela que a maioria das compras e vendas que realizou foram realizadas com sucesso. Mas alerta nem todo mundo tem compromisso com a venda informal. "Uma vez fiquei esperando uma menina na estação e ela não apareceu até hoje".

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