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Em busca do armário cápsula: O consumo consciente na moda

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*Por Isis Naomí S. Ribeiro, 18 anos, moradora de Diadema, São Paulo.

O termo armário-cápsula é antigo: surgiu na década de 70 com a estilista Susie Faux. Dona de uma loja chamada "Wardrobe", ela acreditava que um guarda-roupa ideal consiste em poucas peças essenciais que nunca saíssem de moda.

Em 2014, uma norte-americana chamada Caroline Rector resolveu se aprofundar nesse conceito e criou o Un-fancy, um blog onde ela conta suas experiências com um armário restrito e compartilha seus looks com poucas peças e bastante criatividade, inspirando suas leitoras e outras blogueiras jovens.

"O armário-cápsula é um método que busca um maior autoconhecimento e, consequentemente, menos consumismo. Consiste em criar uma base de roupas versáteis e que amamos e complementar com outras peças mais atuais, que combinem com o clima. Como é cápsula, ele é montado para durar um certo período de tempo", diz Gabi Barbosa, 26 anos, criadora do blog Teoria Criativa, em seu grupo do Facebook "Em busca do armário-capsula"

A americana do Un-fancy concorda:

"Todos nós já tivemos inveja do armário dos outros. Fomos condicionadas a querer o armário do tamanho de uma sala das celebridades, sabe? E mesmo que eles sejam super legais, você pode ser feliz de verdade com muito menos".

Com todo esse sucesso, o armário-cápsula também vem trazendo questionamentos e debates sobre temas como consumo consciente e trabalho escravo, já que de uns tempos pra cá, diversas grifes e marcas famosas estão sendo denunciadas por utilizarem mão de obra escrava ou semi escrava na confecção de suas peças.

ilustração

"Na nossa sociedade atual, não faz mais sentido consumir exageradamente o tempo todo. Estamos esgotando os recursos do planeta. Consumir consciente não é mais uma visão do futuro - precisa ser o nosso presente", diz Gabi.

A ONG Reporter Brasil desenvolveu o aplicativo Moda Livre, que apresenta as medidas que as principais marcas e lojas varejistas de roupa no país vêm tomando para evitar que suas peças vendidas sejam produzidas por trabalho escravo.

O conceito também se preocupa de como é feita a produção da peça e se o trabalhador que a produz está sendo bem remunerado e tendo seu trabalho valorizado. Questões como qualidade da peça e seu tempo de vida também são debatidos pelas blogueiras adeptas do novo conceito.

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